"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Terça-feira, 5 de Junho de 2007
SANGUE DO MEU SANGUE...

Isso do Dakar, Camel Trophy e outras mariquiices do género de montanhismo, etc., é coisa de meninos. Aventura em estado puro e cheio de adrenalina é arriscar uma incursão na casa da minha mãe, em dias de junção familiar. Isso sim, é para homens de barba rija, com eles no sitio.

Pois é, tive a imbecil ideia de combinar um fim-de-semana em família com os meus primos e irmãos nessa bendita superfície familiar. O ponto de encontro foi nessa lugar a candidato a maravilha do mundo situado em Coimbra, na margem sul, conhecido pelo Fórum.
O grupo excursionista já estava atrasado, pelo que resolvi ir tomar um café e ver uns pontapés na bola que o Quaresma e companhia davam, antes de comer. Até nem havia muita gente (pasme-se!!) pelo que foi trigo limpo. Peço o café e aprochega-se de mim um jovem aí para os sub-20, a quem a acne atacou sem dó nem piedade. O (surreal) diálogo segue dentro de momentos. Espera...o surreal monólogo segue dentro de momentos:
(caixa maltratado pela acne) - "Vai desejar mais alguma coisa?"
(eu ) - "Não, obrigado."
(caixa maltratado pela acne) - "Isto hoje está cheio de gajas boas!! Esteve aí uma escola, era só modelos! Tão boas!! E um gajo que não pode sair daqui!!
(eu ) - "Pois...ok…então...boa sorte...quanto é?"
E foi assim, sem tirar nem pôr, sem dó em piedade. Não vale a pena inventar histórias e teorias para alimentar um blogue: basta sair à rua.
Mas o dia ainda estava longe de acabar. Ainda a digerir o insólito episódio, dirijo-me para o local combinado para o enternecedor encontro familiar. Sei de antemão que o meu primo, vem acompanhado da sua nova aquisição.
De repente olho para o lado e dou de trombas com um cenário fantástico,
vejo-os aproximar lentamente, como nos filmes americanos. À frente dos dois vinham três jovens que davam ares de uma rebaldaria educacional, tal a forma como saltavam e esperneavam, um ou dois metros mais adiante. Dava ares, não: dava aí um ciclone tropical anónimo, três "El Niño" e meia dúzia de "Katrinas", pelo menos. Nem liguei.
Estabeleço então contacto visual com a moçoila, que prontamente estuga o passo na minha direcção. Segue-se o rosário de ternuras e mimos entre familiares de longa data:
-Olha, o cabrão do primalhaço, tas mais magro, quem te manda ser benfiquista, eles consomem-te !!
- Eis se não é o maricão do Gil, careca dos diabos, cada vez pior, não pares de engordar não…
E por aí fora. Paremos por aqui antes que as lágrimas me comecem a chegar aos olhos.
Chega então o momento da verdade. Eu procuro pela suposta nova aquisição do primo, à minha frente paira a paisagem de uma jovem, sei lá… estilo Lx. Não, não podia ser...Qualquer coisa me estava a escapar, com certeza. O animal emagrece mas continua com bom gosto.
"-Ah..." , diz o primo,"...esta é a "XYZ"...
O maricão do meu primo andava então a "sair" com uma gaja que conhecera no local de trabalho, onde logo me veio à cabeça a história do chefe e da secretária, a minha imaginação começou a fervilhar e a minha boca começou a debitar sons parecidos com palavras em favor de uma novela, que eu já a estava a ver nas televisões, onde o sucesso seria tanto que as entrevistas não paravam… Fui acordado pela minha irmã, que teimava em fazer deste encontro imediato um acto de educação extrema e cuidado “falatativo”.

Fomos jantar todos, as tais criancinhas oriundas de Marte, foram comer aquele famoso fast food em que os restos de carne são prensados e envoltos em pão. Nós dirigimo-nos então para um restaurante, português chamado Serra da Estrela, para que a nossa cara conviva se sentisse em casa (valha-me deus).

Eu que até sou um indivíduo particularmente sensível e compreensivo com a típica "conversa de gaja", fiquei particularmente deleitado com a palestra da jovem sobre... sobre… ok sobre. Feitas as contas era lisboeta, e há muita coisa para dizer sobre os lisboetas. Muita, e extremamente interessante.
Quando os "pombinhos" se ausentaram para lavar as mãos (espero que tenha sido mesmo para isso) inquiri a restante mesa redonda sobre a natureza curiosa daquela bonita relação.
"-Não sei de onde a conheceu, mas tem ar de professora, deve ser professora das filhas. Não, dizia outra, cheira-me a engenheira” – eis que então a conversa teve de terminar porque as mãos são lavadas mais depressa que nos imaginamos. A saga continuou.

"Fofinha" para aqui, "Amor" para ali. E um "foscas" ocasional, para temperar. Que não faz senão mal para apimentar uma amena cavaqueira.
Durante o jantar a jovem atende para cima de meia dúzia de pedidos de esclarecimento. Curiosamente, todas de homens. Cegamos então à conclusão que se coneceram pois trabalham lado a lado. Se há alguma casa de banho no meio vai ser complicado apanhar algum deles no gabinete. No fim o meu primo pagou o jantar à rapariga, claro está.
A carninha estava uma maravilha, e por isso o rapazinho lá do sitio, vestido a rigor com aquele avental muito em voga hoje em dia, somou os pratos, a bebidas, as sobremesas e o número de contribuinte, a avaliar pelo resultado dessa conta.

Depois de meia hora de conversa, cheguei à conclusão que a miúda era sensível a certas coisa normais da vida. Ela ria-se como as pessoas, falava como elas também, achou piada aos futebolistas da madeira e tinha uma particularidade engraçada, ria-se quando eu dizia que mandava uns peidos sonoros inimitáveis e fantásticos. Afinal a gaja era normal.
A partir daí uma outra preocupação se assolou na minha mente, o tamanho da coisa interessará?! Dizia-me uma querida amiga, que o marido foi extremamente prejudicado quando deus olhou para a pilinha dele e fechou os olhos que "Não interessa o tamanho da varinha, mas sim a sua magia".
Ora bolas! Quer dizer que de nada me vale carregar na virilha esta desmesuradamente avantajada dádiva celeste, mesmo considerando o padrão africano.
Sim, mas eu se arranjar outra mulher, não vai ser como a do meu primo. Para já o cabelo não será pintado, tem de ser mais baixa que eu e por amor de deus, não chamar esparguete à filha.
 


publicado por faustofigueiredo às 16:08
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