"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
TELEGRAMA PARA O ALÉM
 
Há ideias muito estúpidas. E há ideias extremamente estúpidas. E depois há ideias que são tão estúpidas que precisavam de um adjectivo novo mas que ainda ninguém conseguiu inventar. Mas estará para breve, de certeza, depois do que vão ler, compreenderão o que quis dizer.
Por exemplo, esta ideia estapafúrdia: nem sei bem como a classificar. Alguém teve a ideia de criar um serviço de telegramas para... o além. É, não me enganei.
O grande problema, é que como o além não tem indicativo telefónico, nacional ou internacional, não dá para ir aos CTT e utilizar os meios normais de envio. E vai daí os autores da ideia pensaram que o melhor era usar mensageiros, como se fazia antes do mundo ser mundo, quando não havia telefones nem Internet, nem nada, apenas castelos e palhotas. A diferença é que os mensageiros do antigamente iam a cavalo e a pé e estes vão... bem, vão de outras formas.
Basicamente a ideia é a seguinte: - Pede-se a um doente terminal, voluntário (muito importante), para memorizar um texto de um telegrama e o destinatário. E quando morrer ele promete que vai tentar por todos os meios que estiverem ao seu alcance para entregar a mensagem a quem de direito. Barato? – perguntam vocês. Claro que não é à borla. Custa 5 eurozinhos por palavra. Provavelmente isto irá se enquadrar na definição de "chamada de longa distância (bastante)" os quais são entregues a uma instituição de solidariedade ou aos familiares do voluntário mensageiro, que só pode ser maluquinho, sem duvida alguma. A empresa não lucra nada com isso (que é o eles dizem). E, obviamente, como não é possível verificar se o telegrama é entregue, o cliente paga pela tentativa de entrega. Só assim fará algum sentido.
E agora vem a última ideia estúpida: para obterem lucro, já que não conseguem com a sua nova e revolucionária rede de telecomunicações, lembraram-se de fazer um cemitério virtual, um conceito que é ainda mais estúpido que o de mandar telegramas para o além e que por 500 eurinhos pode ter o seu espaço virtual de descanso eterno... Ok, pois, deve ser.
Mas de qualquer maneira, fiquei bastante impressionado. Acho que vou mandar um telegrama para o nosso rei, D. Afonso Henriques, a perguntar se era isto que ele tinha na cabeça quando decidiu armar-se em rei independente e andar a dar umas porradas à mãe (será violência doméstica) e uns pontapés nos espanhóis (isso não é de certeza violência doméstica).


publicado por faustofigueiredo às 23:45
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1 comentário:
De elle_josy a 8 de Julho de 2007 às 17:08
Quando eu for ai nessa terra além mar, lembrar-me-ei de levar o livro Menino Maluquinho, de Ziraldo....


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