"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007
Grandes Portugueses

Estava eu a navegar pela net, quando dou por mim a observar estes paspalhos. Se estes 10 portugueses são o melhor que se arranja (e provavelmente são) percebe-se que, de facto, não demos grande coisa ao mundo. Numa perspectiva universal, este conjunto de gajos não é grande espingarda, não poria as mãos no fogo por eles, mas, mesmo assim, tivesse que os classificar, eis como o faria:


1. Afonso Henriques - Consta que era um gajo terrível, o que na altura era uma qualidade. Percebeu que isto era um belo sitio para se fazer um país e correu tudo à espadeirada para o fundar, começando pela mãe. Oitocentos e tal anos depois, continua a ser um belo sítio para se fazer um país, mas que ainda ninguém conseguiu. Houvera naquele tempo quem lhe desse dois estalos e hoje éramos Espanhóis.

2. João II – Parece que também era um gajo terrivel, mas no século XV os Reis já só sujavam as mãos para comer. Enquanto o 1º era abrutalhado, este era um tipo esperto. Politico hábil, foi pena não ter visto a história a longo prazo. Devia ter dito ao Colombo para se deixar de armar em espião, dando-lhe os tais três barcos para gajo brincar, e ter forçado a fronteira de Tordesilhas mais umas braças para Oeste, como fez mais tarde o Estaline. Bastava ter tido estes dois cuidados para não termos que chupar sempre com o Joaquim de Almeida nos filmes americanos, uma vez que haviam de precisar de mais actores. Aqui a malta é gajo para perdoar, porque o gajo não tinha maneira de saber.

3. Vasco da Gama – Era tuga e foi o primeiro e último a chegar a algum lado sem se perder, o que nem o Carlos Sousa, hoje em dia, com a tecnologia toda, consegue fazer. Tendo nascido remediado, morreu rico e nobre. O gajo não devia ser parvo.

4. Marquês de Pombal – Outro gajo terrivel. Mas na altura, como já referi, isso ainda tinha o seu valor. Déspota por déspota, este era iluminado. Concluiu obras antes do tempo, o que mais ninguém conseguiu depois dele. Percebeu que o Rei era inútil e o país atrasado. Matou jesuítas e achava que a Igreja tinha demasiado poder. Um gajo avançado para a época. Tenho a certeza que se fosse vivo votaria a favor do SIM ao aborto.

5. Aristides de Sousa Mendes – Por uma razão de consciência, desobedeceu, dando cabo da sua carreira, salvando vidas. Um gajo corajoso e altruísta, portanto. Objectivamente, um tipo decente, embora não muito mais do que isso. Agora a pergunta que se impõe. Porquê “Grande Português”? Porque sim, mais vale este que o Eusébio ou o tal Nigeriano, Obli…qualquer coisa. Valha-me Deus.

6. Infante D. Henrique – Podia ser o primeiro senão fosse um personagem envolto em algum mistério e estupidamente exagerado, para conveniência propagandística do senhor que vou colocar em décimo. Ao contrário do que se possa pensar, nunca foi a Sagres olhar para o horizonte vestido de bata preta, nem foi assim tão visionário. Quis ir a Marrocos em primeiro lugar matar infiéis, porque era um beato do caneco, e, em segundo, porque em Portugal não havia trigo. Nem sonhava com a Índia. Ainda assim, esteve na origem da política de expansão, que ainda hoje serve para julgarmos que fomos grandes. Já não é mau, na Índia ainda acham que o senhor Pinto da Costa é que é o verdadeiro Presidente.

7. Fernando Pessoa - Isto a partir de agora começa a ficar mais fraquinho. Bebia cafés, snifava coca e escrevia poemas e cartas à Ofélia. Era esquizofrénico, mas ao menos isso ajudava-o a produzir. É admirado em todo o mundo civilizado, o que já é mais do que o poeta seguinte. Tem uma estátua em Lx. (muito importante)

8. Camões – Outro poeta, ou seja, esta gaita acabou de descambar definitivamente. Escrevia bem, era aventureiro, gostava de História, copos e gajas. Suponho que se vivesse nos dias de hoje era gajo para se candidatar à Câmara de Lisboa ou de Gaia. Sabia nadar só com um braço e levou com um tiro no olho. Mas isso também não quer dizer grande coisa.

9. Álvaro Cunhal – Voltamos aos gajos terríveis. Neste caso, pelos motivos errados. Enfim, mais ou menos. Quando os tipos bons estavam todos no mesmo saco, foi um tipo heróico e destemido. Lutou corajosamente pelo que acreditava, ainda que, no fim da sua vida, já só ele acreditava. Tem o mérito de se ter submetido ao jogo democrático. Contudo, lá no fundo, era uma mula teimosa. Diz que se formou em Direito na prisão, com altas notas. Já haveria cunhas, naquela altura?

10. Oliveira Salazar – Para não dizer só bem ou só mal, foi um tipo esclarecido até ao final dos anos 40, numa altura em que não estávamos preparados para ter uma democracia, também teve a visão de achar que nós éramos mais do tipo preto e vai daí que queria transformar a capital disto em Angola. A partir daí, estagnou, amordaçou e violentou o país para que este continuasse a caber na pequenez do seu cérebro rural e provinciano, ou não fosse ele de Santa Comba Dão. Uma verdadeira mitra, mesquinha e cínica, que ninguém percebe porque é que lá foi ficando, a governar Portugal como se fosse o seu quintal. Ainda hoje há quem ache que ele faz falta.

 

Acabou, ainda pensei em colocar o nosso mais recente Papa de seu nome JNPC (Jorge Nuno para a Carolina, Pinto da Costa para os futeboleiros), mas teria logo que me justificar perante aqueles iluminados e apaixonados vermelhões. Dava muito trabalho explicar que o Vale Azevedo não é um herói, é um ladrão, que o Eusébio não é Português, é Moçambicano e que o Veiga já não é Presidente da casa do FCP do Luxemburgo, é mais um aldrabão nas ruas da sempre limpa e bem cheirosa, Lisboa



publicado por faustofigueiredo às 18:09
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
BLOCO DE ESQUERDA DIZ QUE SIM, EU CHAMO-LHES ABORTOS

Se tudo correr mal, pessoas iguais a esses senhores, já não existem daqui a uns anos. Fico estupidamente estúpido e camelamente camelo com esta história do aborto. Não é possível que num país que se diz desenvolvido, possa sequer por a hipótese de sacrificar inocentes pelos erros de dois aventureiros, sim porque hoje em dia só tem relações sexuais desprotegidas quem for aventureiro ou estúpido. Será que não entendem que eles não pediram para ser feitos, e se o foram (quer por erro ou não) não deixam de ser pequenos seres que se estão a gerar, são pessoas, é gente caramba… e com que direito é que há seres animalescos a tirar a vida de um ser vivo? A partir do momento em que é gerado, começa ali uma nova vida, um novo ser com direitos e ninguém, normal pois claro, tem o privilégio de violar esses direitos, porque é uma cobardia atentarmos contra a vida de alguém que não se pode defender.

Ao votarmos a favor do aborto estamos a votar a favor do crime, a favor do assassínio, a favor de um retrocesso da civilização. Fomos os primeiros a abolir a pena de morte…

Sendo assim com que moral punimos os assassinos e matamos também? Sim, é a mesma coisa, um assassino ou uma mulher que pratica voluntariamente o aborto merecem ser punidos da mesma maneira. Ainda por cima, a lei que o governo quer implementar é só por si um crime, despenalizar até às 10 semanas? Por favor pensem um pouco, com 10 semanas de gestação o feto já apresenta actividade cardíaca, os seus órgãos vitais já funcionam e só pedem uma oportunidade. Enquanto países desenvolvidos optam trabalhar numa boa educação sexual e subsidiar as famílias (Ex. Alemanha 25000 euros a mulheres que dão à luz) para aumentarem a população, Portugal com os seus choques tecnológicos, fomenta o contrário.
Como podemos nós fazer um referendo sobre o aborto, se os mais prejudicados nem sequer têm direito a voto.

Tudo isto reflecte a FALTA de AMOR, HUMANIDADE, RESPEITO PELA VIDA a que este mundo está reduzido.



EU DIGO...SIM À VIDA

EU VOU VOTAR NÃO AO ABORTO!!!!!!

 


publicado por faustofigueiredo às 19:52
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COMO POSSO EXPLICAR, A MIM MESMO, QUE UM AMIGO MEU MORREU?

Quando um amigo morre, perdemos um amigo ou ganhamos a felicidade de saber que ele agora pertence a uma eternidade? Se a resposta for "perde", então o que está em primeiro plano é a profunda imersão numa dor egoísta, talvez porque sejamos o animal mais pretensioso do nosso mundo e apenas damo-nos conta da nossa dor, do nosso sofrimento, daquilo que pretendemos que tenha sido "nosso" e tão somente nosso!

Se sentimos que perdemos, é porque não nos apercebemos da enorme divindade que existe em cada um de nós. É porque não damos a nós mesmos, a altíssima importância de, ao sermos uma centelha de Deus e feitos à sua imagem e semelhança, sermos este Deus em nossa forma, escolhida por Ele mesmo, para prosseguir a humanidade.

Perder, tem um significado excessivamente duro, sem a dignidade que um momento de dor deveria ter, quando alguém nosso querido parte. Eu sei que a dor nos maltrata numa dimensão muito forte e esta dor enorme percorre todo o nosso sentimento, nossas lembranças, nossa saudade e os nossos aspectos interiores transformam-se em aspectos cinzentos, perdem totalmente a cor. É como se a dor trouxesse uma chuva negra para nossa saudade. Este silêncio que toma conta da nossa dor é solene, sinistro e muitas vezes desesperante.

Eu, cada vez mais, a cada amigo que "perco", sinto nitidamente que meu tempo está indo junto com eles, que tudo o que foi vivido, saboreado e desfrutado, fez parte de um momento onde Deus nos aproximou e nos deu a grande presença de cada um deles, como presente a ser cultivado, admirado e regozijado para sempre. Como se fossemos uma equipa organizada por mãos sábias, para que disputássemos os grandes campeonatos da vida, jogando lado a lado, para vencer.

Perder é a primeira palavra e sensação que se tem, quando morre um amigo. Mas não deveria ser. O amigo é o vosso, o meu, é o nosso tempo. O amigo é parte do que percorremos para ganhar mais vida. O amigo é o merecimento da trajectória, é o orgulho, é o prémio, é o grande troféu. O amigo é aquele que aparece um dia na sua vida, vindo de não se sabe onde, vindo da vida como tu, e, pouco a pouco vai-se tornando indispensável, necessário, útil, confidente, discordante, concordante, parceiro, cúmplice. É o nosso tempo manifestando-se em outro ser humano. É o nosso tempo percorrendo caminhos e emoções tendo ao lado outro coração para partilhar deste mesmo caminho. É o tempo dele, escolhendo-te a ti, para receber o que de melhor possas merecer. O seu tempo! A sua amizade!

Estivemos juntos em alguns momentos que o nosso tempo permitiu. O senhor António, era de uma lucidez e inteligência impressionante, era espirituoso, mordaz, crítico, afável e o que era mais importante, para mim obviamente, era ele ser de uma doçura e visão como poucas vezes encontrei em outro ser humano.

Um amigo nosso se foi. Sem dor, sem sofrimento. Sentiu um mal-estar, entrou em coma... e não viu, não sentiu, não participou de nada que aconteceu consigo a partir daí. Eu não preciso nem agradecer a Deus o facto de não haver sofrimento em sua morte. Sei que Deus jamais daria sofrimento a uma alma ou a um corpo como o dele. Era a hora de Deus dar uma compensação na hora da morte. E deu! Deu uma morte serena e celestial. Sem dor!

António celebrou a vida com toda a grandiosidade espiritual que um ser possa ser merecedor. Totalmente em paz!

Definitivamente eu não perdi um amigo, a eternidade é que está em festa, com um piano branco entre as nuvens e uma plateia dos maiores músicos que compõem a eternidade, à espera dele chegar.

Há um silêncio enorme, angustiante para mim… para não causar distúrbio ao seu destino, vou rezar baixinho, somente para que Deus me ouça, abençoe o meu amigo e que o abrace muito. Quando Deus o abraçar, espero que ponha um pouco da minha imagem e semelhança neste último abraço!

 


sinto-me:

publicado por faustofigueiredo às 19:15
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007
Hoje sinto o óbvio

Às vezes sinto que já não sinto, por sentir que o absurdo do que sinto é tão imenso e óbvio. Às vezes já nem acordo, por saber que a noite me anestesia e alivia e embala e eleva e me faz sentir que afinal sinto, sinto, sinto muito. Às vezes minto, mas só a mim mesmo, por acreditar que nenhuma dor é inevitável, que nenhuma saudade chega antes de chegar. Hoje sinto, hoje me evaporo, hoje me esqueço, hoje me lembro. De mim, de ti. Do óbvio.

 



publicado por faustofigueiredo às 16:38
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Os Tugas

As generalizações são sempre perigosas e injustas, mas servem para pincelar e dar expressão a uma ideia.

Obviamente que há em Portugal muito boa gente, aberta, interessante, preocupada e generosa. Mas também há o fenómeno inverso, de pessoas mal formadas, de instintos rasteiros e maldosos, altamente egoístas. Sacripantas que não interessam nem ao Diabo.

Falamos, claro está nos "Portugas", ou se quisermos ser mais afectuosos, nos "Tugas" nas suas diferentes modalidades e embalagens. Desde o Tuga Bimbo - boçal, manhoso, todo espertalhão no esquema e no parlapié de feirante a sacar o brinde do bolo rei e a passar a fava aos outros -até ao "Tuga deJect Set" - presunçoso, afectado, todo finesse e verniz estaladiço, plenos de snobice e ostentação pateta, a desunharem-se para aparecer na frontaria da revista "Caras". Uma malta que se julga de uma casta superior por andar em jipes foleiros de 10 mil contos, passar férias nos Al-Garbs da moda e beber flutes champagne "Bruto"no T-Club, vestidinhos de blazer azul, camisa desabotoada, e cachucho brasonado no mindinho a luzir caganças.

 Depois temos o Tuga intelectualóide e o Tuga artista, muito em voga nas novas gerações e espécie abundante nos circulos universitários. Gente cuja produção intelectual e criativa se resume a uns brilharetes de café, de bejeca em punho a fanfarronar estiradas estético-filosófico-carnavalescas, zurzindo verdades absolutas, preconceitos e dogmas tolos decorados nos pasquins da moda para impressionar las chicas ou los chicos.
Depois há o Tuga atinado, espécie perigosa e muito comum nos sub-30. Todos certinhos, penteadinhos e perfumadinhos. Uns nove horas que nunca disseram uma asneira, apanharam uma bebedeira ou tiveram uma letra para pagar, e portanto, se entregam a uma vida grelhadinha, sem sal, feitas de joggings e visitas ao Dolce Vita, ao Domingo. Uma camarilha de sonsos, de sorriso falso e reluzente, mas sempre a postos para uma punhalada no escuro, assim sirva os seus intentos, o seu aumentozinho, a sua casa com lareira, ou seu carrinho económico a gasóleo a pagar em esclavagistas dízimas mensais.


Temos líderes de partidos de oposição que são o protótipo do Xico Esperto, tão pródigos em oportunismos e malabarismos de ocasião. Tivemos um presidente do Benfica que roçou o escândalo como Xico Espertalhão, um presidente do FC Porto que é um Xico Muito Esperto. Nas televisões temos dois bwanas com tiques de capataz, que mais parecem vendedores de sabonetes de meia branca, e que são Xicos Espertos a ensaboar todos os dias, 8 milhões de portugueses. Depois temos uma data de básicos fechados numa casa, a prostrarem-nos junto ao televisor de mãos postas a rezar "espero que os meus filhos não fiquem assim". É naturalmente um concurso para eleger o mais esperto dos Xicos. Depois temos manequins com dislexia que são tão xico espertos que até ganham glóbulos de ouro, temos xicos espertos nas artes, temos uma xica esperta na literatura a vender livros "Sei Lá" - como aguinha. Xicos espertos nos jornais, xicos espertos nas empresas, nos bancos.

Eles andam aí ! No mimetismo dos comportamentos, os xicos espertos anónimos, aqueles que fogem ao fisco, que andam no trânsito sempre a fuçar pelas prioridades, nas portas das discotecas, nos bares, nas faculdades, nas autarquias, nas filas de supermercado, nas doenças de stress em Guimarães para não fazer exames, nos atestados médicos. A regra é da pisadela, a moral a da hipocrisia, o modus operandi o pontapé na traqueia.

 Temos Xicos espertos em todo o lado, a toda a hora. A nacional espertice é uma instituição e o Xico Esperto o seu mais célebre dignatário.

Valha-nos a paciência ou em último recurso, emigrar, para Cuba, que tem gente quente e simpática, e por lá sornar ao som de Compayo Segundo, a bebericar daiquiris até esquecer deste triste e medíocre rectângulo de alcatifa maltratada, reino dos ácaros, um país chamado Portugal.

Falamos em todo os casos de um fenómeno transversal e comum a todas estes espécimens de Tugas - O xico esperto. Portugal é o país do Xico Esperto: temos um Presidente da República que é um xico esperto, que avançou à má fila para uma candidatura à presidência, antecipando-se a outros, quando no seu curriculum apenas contava com uma liderança à frente do europeu País e uma derrota como outro Xico que também só contava com uma presidência atabalhoada de uma autarquia. Temos um Governo que é um batalhão de xicos espertos, especialistas na gestão da arte nacional da cunha e do tacho.


publicado por faustofigueiredo às 16:37
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Os alarmistas do costume

Não podia deixar de escrever sobre os alarmistas do costume. Não se cansam de anunciar desastres e cataclismos iminentes., no negócio da castanha. Estes profetas da desgraça vivem em perpétua e feliz inimputabilidade. Não sabem, nem querem saber quem irá pagar as extravagantes medidas profiláticas para desgraças que, afinal, só existem mesmo nas suas imaginações inflamadas.

Depois do aquecimento global, chega a vez da castanha. Baseados em estudos "científicos", os arautos do fim do mundo proclamam agora que as Terras do Norte estão quase a ficar devolutas das sápidas criaturas. As doenças em catapulta e as catástrofes em massa estariam a levar a castanha à extinção, imagine-se! Como não podia deixar de ser, a factura a pagar para fugir ao pesadelo cairia sobre as costas largas dos pequenos produtores: até já houve quem propusesse o fim da apanha da castanha por dois ou três anos. Valha-me Deus! Que seria da indústria nacional se alguém ligasse a esta malta?

Com estes disparates, esta tropa só revela, mais uma vez, a sua total irresponsabilidade económica.

Venham as feiras, as cooperativas, a civilização, etc. Chega de ficarmos a vislumbrar o mar quando não o temos.



publicado por faustofigueiredo às 16:36
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O sexo é uma arte que todos gostaríamos de dominar

O sexo é uma arte que todos gostaríamos de dominar. Mas como em todas as formas de arte, há quem a entenda e quem lhe passe ao lado. No acto sexual passa-se a mesmíssima coisa. Há quem aceite o conceito inscrito na sua génese e quem levante moinhos de vento. Ou seja, há os que percebem a dinâmica sexual propriamente dita, um entra e sai tão simples como inspirar e expirar, e outros que insistem em reinventar a roda. Se há coisa que me arrepia os pêlos, é aquele tipo de gajo que acha que fazer amor tem apenas um caminho: o que entra. E uma intensidade: a força. E um destino: bater no fundo. Não há nada mais exasperante para uma mulher que perceber que se não tiver cuidado, em vez de uma tarde bem passada, lhe vão fazer uma extracção das amígdalas, tal é a força (e o total desconhecimento) com que o macho a penetra. Pior: penetra e lá fica, a hibernar, mexendo o quadril como se o instrumento fosse uma broca gigante que perfura, perfura, perfura o interior da mulher, qual garimpeiro em busca do ouro. O que interessa é que seja com força e até ao fundo. São homens em missão, obviamente solitária, que, julgo, nascer daquele mito masculino do «todo lá dentro da querida». Esqueçam os lábios vaginais, as zonas sensíveis que aí existem facilmente estimuladas pela passagem do falo, obliterem o clitóris, obnubilem tudo isso. Para certo tipo de homens, enfiar é a palavra de ordem. Eu até percebo que o sexo possa sufocar com tantas exigências, especialmente no plano do desempenho e da esperada eficácia, mas bolas, por Toutatis!, que raio de fixação! É uma espécie de rapidinha à coelho, um lapin despropositado, um bailado desconexado numa caixa velocidades com apenas uma mudança: a quinta. Caríssimos machames, não sejam apressados. Perfilem-se na pole position e dêem as voltas de aquecimento necessárias. Usem a dita caixa de velocidades de todas formas possíveis e sejam indulgentes com as várias combinações que ela vos permite. E já agora, quando sentirem o vosso instrumenyo embater na parede, se calhar é porque a pista acaba ali… Fiz-me entender ? Claro que fiz…

 



publicado por faustofigueiredo às 16:34
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...

Protesto não contra todos, mas por todos, mostrando a dignidade do direito ao protesto de quem não se conforma com decisões economicistas tomadas num gabinete lisboeta.

Muito se tem falado de um compromisso cívico alargado de combate à exclusão social. Pois bem, o encerramento da maternidade de Mirandela aumenta a exclusão social e as assimetrias. Em primeiro lugar porque as mães de Trás-os-Montes têm direito a chegar aos cuidados de saúde a tempo de beneficiar de Epidural, têm direito a ser assistidas durante a gravidez no local e pelas equipas que as acolherão no momento do parto.

A deslocalização da maternidade é uma medida orientada estritamente pela poupança, que penaliza os mais pobres, com mais dificuldades de se deslocar a Bragança ou Vila Real, que fará surgir clínicas com «bloco de partos» que permitam aos mais beneficiados a opção nascer em Mirandela, que levará à implantação de clínicos privados em Mirandela que prestem serviço nas maternidades em Bragança ou Vila Real, para que quem possa pague para ser assistido durante a gravidez pelo rosto de quem encontrará no momento do parto.

Onde estavam os outros deputados que a população de Trás-os-Montes ajudou a eleger?

A Câmara de Mirandela fez-se representar (peço desculpa se mais algum ilustre por ali andava e não foi visto por mim, não está excluído, apenas refiro quem vi) pelo seu Presidente.

A marcha terminou, mas o movimento cívico não foi encerrado, continua a correr uma recolha de assinaturas por esta causa.

Ainda há poucos dias ouvia o Primeiro-Ministro apostar no aumento da taxa de natalidade, pretendendo penalizar os jovens que não contribuam para a renovação demográfica... haja coerência, senhores governantes, encerrar maternidades não é de grande ajuda!



publicado por faustofigueiredo às 16:30
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