"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
A previsível vitória de Salazar
Era previsível a posição tomada por alguns Portugueses, era a vez de dar um pouco de luz à obscuridade lançada pelo MFA e correligionários, sobre um grande Português António de Oliveira Salazar. Foram 65.290 Portugueses que depositaram seu voto neste homem, restituindo à história recente de Portugal, um pouco de verdade. O sectarismo e cegueira política de muitos arautos da Liberdade, de encher os bolsos impunemente à custa do Erário Público, tentaram desesperadamente contra esta grande verdade: Salazar amou a sua pátria e tentou fazer dela uma grande nação.     
Não votei, nem nunca votaria num concurso deste tipo, até porque considero que qualquer das figuras, tirando evidentemente os poetas, nada mais fizeram que cumprir a sua obrigação como servidores do Estado e da Pátria, porquanto sempre lhes é exigido o seu melhor.
Não defendo alguns dos erros de Salazar, quem não os faz? Basta ver os Governos após 25 de Abril para minimizar todos os seus erros.
Verifico com certa tristeza a posição de algumas figuras públicas sobre este assunto, após a evidente recolocação desse Estadista na sua verdadeira dimensão, um chamado de Historiador, que já tem idade para saber um pouco de história e poder analisar friamente estes factos vem com a ridícula afirmação; Citando este senhor: Foi o consumar da farsa manipuladora que se viu desde o lançamento do programa, uma vergonha para a democracia, que podia ter sido evitado.
Senhor Historiador, por favor, pode dizer-me o que é mais importante? Ser um verdadeiro Português e lutar pela sua Pátria ou ser um dos democratas, que vemos poluírem o nosso Parlamento e encherem os bolsos? Diga-me ainda, será que os 65.290 votos feitos em Salazar foram apenas uma mistificação dos promotores do programa?
Esquece V.ª Ex.ª que muitos de nós vivemos no tempo de Salazar e que portanto podemos sem compromissos fazer a nossa análise, ao que foi e ao que é o país agora. Acredite senhor historiador, na altura a azougada juventude de meus pais, revoltou-se contra as obrigações da Mocidade Portuguesa, contra o simples pão que levava por merenda para almoçar na Escola. Pelas dificuldades inerentes aos sacrifícios que meus avós os obrigavam a passar, por serem parcos os seus recursos. Se por acaso quiser ser honesto relembrará que em toda a Europa essas dificuldades existiam e que a nossa vizinha Espanha, hoje muito acima de nós em nível de vida, passava as mesmas privações. Perdoe, mas como pode ser historiador se tem viseiras nos olhos que só o deixam ver o que convém?  
Um bem conhecido e digno representante do partido do Governo grasnou em tom depreciativo: INCULTURA.
Por amor de Deus será que nunca iremos pagar o erro de os ter colocado no Governo e vamos ser apelidados de ignorantes para sempre? Será porque nos fecham as escolas, que temos o ferrete de incultos? Tenha vergonha na cara senhor e lembre, que depois de sermos escravos dos Espanhóis só nos faltava ser, também incultos.
Alguém do maior partido da oposição teve um pouco de luz, já não era sem tempo, e disse: É sinal de mal-estar.
Certíssimo, mal-estar, é essa a verdade… Todos que como eu viveram livres de fazer o que me desse na real gana, até o velho ditador nos enviar para a Guerra do Ultramar, tem possibilidade de ver as diferenças entre uma liderança forte e racional e a rebaldaria onde ninguém se entende, menos o dinheiro do Erário publico que sempre leva a mesma direcção. Claro que há mal-estar entre todos nós.
Há dias ao passar no Porto, vi impresso numa parede:
Santa Comba Dão a terra de um cabrão. O resultado das liberdades de expressão. Viva o 25 de Abril.
É este o ódio primário que deveria ser apelidado de inculto, e não o povo Português. Como dizia o poeta e bem: Por morrer uma andorinha não acaba a primavera.  
Depois desta breve análise seria da mais elementar honestidade considerar-se que Salazar foi odiado, vilipendiado e possivelmente fez mal a muita gente, mas amou o seu país, foi um politico honesto e intransigente no progresso da Nação. Merece ser recordado como um grande Português.  
 


publicado por faustofigueiredo às 14:15
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E NÃO É QUE O SALAZAR GANHOU
 
No ponto de vista da maioria das pessoas que gastam dinheiro em telefone e navegam na Internet no meu país, Salazar é o verdadeiro portuga. Ganhou e ganhou bem, sem margens para dúvida, o que não deixa de revelar até que ponto cá o pessoal gosta de S's. Salazar, Soares, Silva, Sócrates, até Santana. O mais conhecido “ditador português” ganhou e um adepto de um regime totalitário ficou em segundo lugar. Assim se faz o melhor português. Resta-me lembrar a porcaria que temos e que ajudamos construir. Este é o resultado de muitas coisas patéticas que aqui não me interessam desenvolver.
Segundo outro ponto de vista, Salazar sucede a Sabrina, José Castelo Branco e Zé Maria. São os quatro nomes que venceram os programas de entretenimento e concursos de “voto popular” na TVI e RTP. Big Brother, Quinta das Celebridades, Festival da Canção e agora Grandes Portugueses. Para os mais distraídos, a menina Sabrina foi a vencedora do Festival da Canção da RTP, através do voto telefónico, com uma música de Emanuel.
Temos ainda um terceiro ponto de vista, a hipótese de que Salazar ganhou pela primeira vez umas “eleições” livres.
Enfim, se quiserem levar a coisa mais a sério. Em Eleições Presidenciais valores arredondados, mesmo descontando que em Mário Soares, esse sim o verdadeiro ditador, mais conhecido como o vendedor de património nacional, as pessoas poderiam votar várias vezes utilizando vários telefones), os resultados foram:
Garcia Pereira - 0%
Salazar - 2%
Francisco Louça - 5%
Jerónimo de Sousa - 8%
Mário Soares - 14%
Manuel Alegre - 20%
Cavaco Silva - 51%


publicado por faustofigueiredo às 14:12
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Terça-feira, 27 de Março de 2007
Guerra e Paz

O mundo está cheio de entidades, ONGs e instituições que lutam pela paz. A palavra PAZ é estampada em todos os lugares, desde t-shirt´s, até painéis luminosos. Eventos colectivos são promovidos em nome da paz. Compositores musicais de todos os géneros cantam a paz.

Ainda que toda a humanidade corra atrás dela, a paz não é alcançada. Ao contrário, a guerra é uma constante, embora ninguém diga que a deseje. Nenhum líder mundial ou Chefe de estado jamais afirmou desejar uma guerra. No máximo, a consideram um mal necessário, o último recurso para se resolver um impasse, e, depois de vencê-la, chegar à paz. As guerras têm na dominação a sua causa básica e verdadeira. A mais sofisticada forma de dominação, a económica, é exercida pelos países mais desenvolvidos sobre os menos, e, desde que esses não se curvem, ou, melhor dizendo, insistam em defender muito bem as suas riquezas, criam impasses para o país dominador, que, muitas vezes, têm como único caminho o confronto directo, a guerra.

 Quem inicia o processo da guerra pode ser uma única pessoa, num país totalitário, ou, em países democráticos, um pequeno grupo de pessoas, que, por terem sido eleitos, adquirem o poder de se expressar em nome do país, mesmo que as pesquisas revelem opinião contrária da população. Porém, a democracia não dá a esse pequeno grupo o poder de tomar tal decisão, sem a aprovação dos chamados meios legais, isto é, de alguns Órgãos e Conselhos, de acordo com a Constituição de cada país. Para isso, o verdadeiro motivo da guerra a dominação precisa ser mascarado com outro mais aceitável, transformando a causa da guerra, até mesmo na luta do bem contra o mal, como afirmou recentemente um líder de uma super potência, antes do massacre que instituiu. Com a ajuda imprescindível dos média, o inimigo será pintado como um terrível monstro, que ameaça a paz da região ou do mundo e que precisa ser extirpado.

 Busca-se, desta forma, a cumplicidade de toda a sociedade, ignorando a absoluta contradição com princípios religiosos, que pregam a paz, adoptados pelo próprio grupo que promove a guerra. Finalmente, conseguido um bom motivo, a guerra poderá ser proclamada, de maneira bastante “Civilizada” e “sem ferir os padrões morais e democráticos”. É incrível nunca se ter cogitado, diante de uma decisão tão grave, que envolverá a vida de todos, realizar um plebiscito, para que a população opine. Portanto, a guerra consiste num acto de dominação, decidido por poucas pessoas que detêm grande poder, ainda que, muitas vezes, no decorrer do conflito, ganhe a aprovação de parte considerável da população, influenciada pela propaganda, e também pelo aguçamento do seu lado heróico, ao saber de seus conterrâneos, mortos na frente de combate.

Por outro lado, cada uma das pessoas que decidem a guerra se diz a favor da paz. A paz existirá depois de alcançado o objectivo, ou seja, satisfeito o desejo de dominação. Só que esse desejo, por ser constante, logo criará nova meta a ser alcançada, que poderá gerar outro impasse. Aí, a paz será novamente posta de lado, e se fará outra guerra.

 Todos desejam a paz e promovem a guerra. Não apenas os dirigentes das nações. Eles agem exactamente como a maioria de nós, apenas dispõem de muito mais poder. É uma escala ampliada. Se prestarmos atenção, todos nós, em todas as sociedades, somos, desde crianças, educados para a guerra. A guerra do dia-a-dia é a competição, que começa nas disputas de liderança entre os alunos, nas escolas; na luta pelos cargos de chefia, entre os funcionários das empresas; na luta para ganhar o cliente da concorrente, entre as diversas empresas. Nas religiões, na política, nos desportos, no trânsito, dentro ou fora de casa, no campo ou na cidade, em qualquer país, democrata ou não. Enquanto, em todo o mundo, predominar a competição sobre a solidariedade e o altruísmo, a paz jamais será alcançada. Por mais que se formem grupos, organizem passeatas, pintem faixas ou joguem bombas, em nome dela.



publicado por faustofigueiredo às 17:28
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As conversas dos governantes
 
Estes arrepiantes governantes apareceram hoje a falar dos sucessos na luta contra a fuga e a evasão fiscal. Números e mais números com processos, contra-ordenações, acusações, prisões, percentagens de tudo isto e, ainda mais comparações, previsões e sei lá que mais. De pôr a cabeça tonta a quem ouça e tente assimilar toda aquela panóplia.
Para além da continuação da campanha publicitária para manter o assalariado do BCP/Opus Dei na liderança da DGCI, todos devemos ficar satisfeitos com uma mais justa cobrança de impostos e da luta contra a fuga ao seu pagamento.
Para além de uma campanha publicitária, alguém veio lançar-nos a todos o repto de colaborarmos com o fisco nessa luta. Há que mudar as mentalidades e cada um de nós, cidadãos, deveriam sempre pedir o recibo em todo o lado e em cada despesa. Se eles não pagam o imposto quer dizer que é imposto pago por nós. Tudo isto é verdade, mas eu vou continuar a só pedir recibo em certos lugares e a não o fazer em outros. Peço desculpa a todos por esta minha falta de “cidadania”, mas para o fazer teria de ver cumpridas certas premissas.
Nunca irei pedir àquele senhor, um dos reformado da pobreza, que faz uns biscates e que me vem aqui substituir uma torneira ou fazer qualquer outro pequeno trabalho. Também àquele desempregado ou ao outro, o trabalhador com ordenado mínimo, que ao fim-de-semana ou depois do seu horário de trabalho, me vêm pintar um quarto nunca lhe pediria um recibo. Nem ao senhor ali da mercearia da esquina, que se mantêm aberto, cheio de dificuldades por não poder concorrer com as grandes superfícies, ou às pequenas lojas do bairro, portas meias com lojas de 300, nem ao pequeno restaurante que serve almoços baratos para tentar ganhar alguns clientes nos trabalhadores da zona, gente sem muito dinheiro para comer fora todos os dias. Toda esta gente abandonada por todos os apoios, agredida na viabilidade dos seus negócios pela gula dos grandes magnates do comércio, esforçada, para tentar manter o seu pequeno negócio ou simplesmente a sua sobrevivência não merece que eu lhes faça tal coisa. Essa gente não merece que eu os obrigue a ir dar do pouco que têm a um Estado que os abandonou e que pouco ou nada faz por eles. A esses não vou certamente pedir a factura ou o recibo.
Como disse concordo que todos devemos pagar os nossos impostos, mas gostava de ver esse dinheiro bem gerido e bem gasto. Dá uma certa raiva ver o nosso sacrifico, o nosso dinheiro que tantas vezes nos faz tanta falta, a ser esbanjado em Otas e TGVs, em rotundas sem sentido, em mordomias, em negócios corruptos, em enriquecer alguns à custa de todos nós. Talvez quando vir e sentir que esse meu dinheiro está a ser gasto naquilo que é o essencial, a saúde, o ensino, na segurança, na criação de uma vida digna para todos, quando vir o estado servir para aquilo que existe que é servir o país ou seja todos e cada um de nós, então talvez aceite a ideia de ser um policia do fisco. Até lá, se não se importam, vou continuar a dar à minha consciência a primazia da decisão. E desde já agradecia que não passassem por mim na rua e me acenem com um obrigado.
 
 


publicado por faustofigueiredo às 17:27
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QUOTIDIANO
Não sei quantas escolas vão continuar a encerrar em 2007. Este facto é um sintoma da desertificação humana do interior de Portugal que resulta de inúmeros factores que vão desde a desertificação dos solos, ao modelo agrícola vigente, à centralização da produção, à globalização do comércio, entre outros. Mas este facto é também em si mesmo um incentivo ao despovoamento uma vez que a progressiva despedida dos serviços das zonas rurais obriga as populações  a aproximarem-se dos centros urbanos e da zona litoral. Assim sendo, as aldeias ficam desertas, o território desocupado, as terras utilizadas por megalómanos projectos agrícolas em monocultura sem qualquer responsabilidade social. O resultado: a mecanização da agricultura, a redução dos salários, a perda da identidade regional, a perda da auto-suficiência e da autodeterminação, a perda da segurança alimentar, a permeabilidade a projectos de OGMs e outras práticas agrícolas poluentes e insustentáveis, etc., etc.. Esta questão do desenvolvimento insustentável do meio rural está ligado à desertificação bem como aos transportes, à energia, às alterações climáticas, aos transgénicos, ao emprego, à precaridade, ao consumo, à globalização, à localização. Hoje muito se fala das oportunidades para a produção com Qualidade em Portugal. São a agricultura biológica, os produtos tradicionais, o turismo de qualidade, os produtos tradicionais, etc. E parece ser aqui que se encontra o consenso para o nosso desenvolvimento sustentável. No entanto, apesar do consenso político, empresarial e civil em torno destas soluções, quando se pretende dinamizar a economia rapidamente surgem os projectos megalómanos, mais uma vez, a convencer a sociedade da necessidade de competir internacionalmente hoje mesmo sem quaisquer precauções ou responsabilidade. Então tudo volta atrás pois parece que os dois modelos de desenvolvimento são compatíveis, mas não são. E a prová-lo estão os estudos sobre a coexistência impossível dos Organismos Geneticamente Modificados e a agricultura tradicional de boas práticas ou biológica. E a prová-lo está a erosão dos solos, a contaminação das plantas. Uma árvore demora 30 anos a crescer..., mais 10 que antigamente. Então feita esta análise do tema, em que ponto ficam as vilas e aldeias de Portugal? Qual o futuro para elas? Será que é possível e desejável reencontrar uma sustentabilidade social, económica e ambiental para as pequenas e belas vilas e aldeias de Portugal? Como fazer? Como se pode desenvolver? Como se podem ligar as vilas e as aldeias com o meio urbano? Que novas funções terão de ter as vilas e as aldeias para atrair as gentes urbanas para inverter o êxodo do passado? Como investigar estas questões? Não sei responder mas é melhor não fazer muitas perguntas se não, lá se cria uma comissão para ao fim de dois ou três anos de “chupismo”, achar que a solução é não ter solução
 


publicado por faustofigueiredo às 17:25
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007
LIBERDADE
Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.


publicado por faustofigueiredo às 15:23
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