"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
VAIAR PRIMEIROS-MINISTROS, É FIXE
 
Vaiar o primeiro-ministro José Sócrates, alijoense de gema, começa a tornar-se um hábito dos portugueses e até é muito fixe. A última vez que me lembro de o vaiar, foi no Estádio da Luz, no arranque daquela gala estranhíssima, das Sete Maravilhas. Os cerca de 40 mil espectadores presentes que naquela altura aplaudiram Cristiano Ronaldo, Luiz Filipe Scolari e o Presidente da República, Cavaco Silva, devem estar absolutamente estupefactos com o facto de agora terem de passar a vaiar também esses energúmenos, que são bons quando querem, fazem orgias e dão murros aos Sérvios que falam espanhol. Salva-se no entanto e ainda, o nosso PR.
Esta sucessão de vaias que persegue o nosso primeiro, denuncia o descontentamento latente que se vive no país, a norte de Lisboa que para baixo é deserto, contra as medidas cegas, arbitrárias e selectivas, desta trampa de governo. Contra o autoritarismo pacóvio que visa colocar a administração pública ao serviço de interesses partidários. (esta aprendi quando fui comunista).
A espécie de “inginheiro” Sócrates que se cuide, porque o clima de medo e delação instalados não prenunciam a calmaria, mas fortes e grandes tempestades (profundo).

Não liguem os meus leitores, a este desabafo, mas acho que estou a precisar de férias outra vez



publicado por faustofigueiredo às 17:05
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
ISTO AGORA É OFICIAL…. CHEGUEI AO MEU LIMITE!!!
A miúda Maddy (como lhe chamam lá pelas Inglaterras, segundo a TVI) está em todas e eu estou a ficar saturado!!! Tal é o mediatismo que foi criado pela comunicação social sobre este caso meio macabro, que acho que é um pecado mortal não haver uma noticiazita sobre o desaparecimento em todos os Jornais, Telejornais, Revistas e outras coisas. Já não consigo ver Telejornais porque estou sempre prontinho para quando apareça a notícia da Maddy para mudar rapidamente de canal… já não leio o Jornal de Noticias porque na primeira página existe uma referência à Maddy…. Imaginem o estado de ansiedade a que eu não cheguei… Até a porcaria dos telemóveis com os SMS escapam à nova “moda”. Não há ninguém que já não tenha recebido umas cinquenta mensagens a falar nisto. É de bradar aos céus, não é? E os Emails? Bem os Emails nem se fala. Já lhes perdi a conta….
Mas culpa disto não é só dos jornalistas. A culpa também é da Policia e das políticas, que alimentam este mediatismo. A culpa é dos pais que, em jeitos tipicamente britânicos, vêm para a televisão mostrar a sua dor como se estivessem a vender um detergente de louça que lava bem mais barato ou um qualquer produto da PT, com detector e tudo.
No outro dia li uma notícia na SIC Online onde dizia que cerca de 100 Homens andam nas buscas da criança. 100!?!
Pela cobertura que este caso está a ter até dá para pensar que se passam anos sem uma criança desaparecer. Infelizmente não é verdade!
Li no site do IAC (Instituto de Apoio à Criança) que só em 2006 o mesmo abriu 31 processos de menores desaparecidos. Eu pensei: “Quem diria, e eu a pensar que nunca tinha desaparecido nenhuma criança em Portugal!”
É triste ser cidadão de um país que coloca, visivelmente, mais pessoas à procura de um estrangeiro do que de um cidadão nacional, independentemente de se saber ou de se ter a certeza que os pais são culpados ou se a criança realmente foi raptada ou brutalmente assassinada.
Sabem que mais, acordo todos os dias a desejar que o Bush ataque o Irão, o Iraque outra vez ou a Coreia do Norte…. Ou que Israel ataque com mísseis de cruzeiro a Palestina, ou que haja um terramoto na ilha de Samarta no pacífico, que a Lili Caneças faça outra plástica à cara com pele do rabo, que o benfica use outra vez aquela coisa rosinha, ou sei lá…. Que haja qualquer coisa no mundo que distraía as televisões, jornais, revistas, blogues, deste caso.
Para acabar gostava apenas de dizer que estou solidário com os pais de Maddy e que lamento profundamente que estejam a passar por esta situação dolorosa. Provavelmente mataram a miúda e agora depois daquela mediatização toda, logicamente fico com pena deles. Penso que em vez de os acusarem, talvez uns tiritos no meio da cabeça ou uma qualquer violação com um também qualquer pau de macieira pelos rabitos acima, não ficava nada mal. Queria só lembrar que a mãe da Joana foi condenada pela Comunicação Social no próprio dia do desaparecimento da filha e até já foi condenada em tribunal sem vestígios do corpo. Mas ok, ela é portuguesa, e nós fazemos coisas horríveis. Os ingleses não, ocultam cadáveres, transportam corpos ou roupa 25 dias depois do desaparecimento mas são ingleses e pronto.
 Quem ler este artigo, não deve entender isto como uma falta de compaixão, mas sim como um desabafo de alguém que já não aguenta tanto mediatismo, tanta notícia, tanto recorte de jornal, tanta merda sobre este assunto.


publicado por faustofigueiredo às 18:33
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
SERÁ QUE UM DIA EU CONSIGO TER UMA FAMILIA NORMAL?
 
De repente, na parte inferior do meu computador, uma luz laranja em forma de rectângulo, começa a piscar. Nessa forma geométrica dizia Ritinha. Primeiro pensamento foi “quem será esta?”, segundo pensamento foi “estúpido, é a tua irmã mais nova”, o terceiro não vem para aqui chamado nem faz parte desta história. Lá dentro dizia “conheces este site? Então vê”, ok. Então eu vi. Lá estava escrito isto que a seguir apresento.
 
 
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O primeiro jogo das escondidas
 
Contam que, uma vez, reuniram-se os sentimentos e as qualidades dos homens, num lugar da Terra.
 
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs:
 
- Vamos brincar as escondidas?
 
A INTRIGA levantou a sobrancelha, intrigada, e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: o que são as Escondidas? Como e isso?
 
- E um jogo - explicou a LOUCURA - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a mil enquanto vocês se escondem e, quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupara meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
 
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DUVIDA e ate mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: a VERDADE preferiu não se esconder; para que, se no final todos a encontravam?
 
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo, o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não se arriscar.
 
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.
 
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que, como sempre, caiu atrás da primeira pedra do caminho.
 
A FE subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir ate a copa da arvore mais alta.
 
A GENEROSIDADE quase não se conseguia esconder, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma arvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLUPTIA; se era uma rajada de vento, magnifico para a LIBERDADE. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
 
O EGOISMO, pelo contrario, encontrou um local muito bom desde o inicio. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
 
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXAO e o DESEJO no centro dos vulcões.
 
O ESQUECIMENTO, não me lembro onde se escondeu, mas isso não e o mais importante.
 
Quando a LOUCURA estava em 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados; ate que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
 
- Um milhão - contou a LOUCURA. E começou a busca.
 
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FE discutindo com Deus, no céu, sobre Zoologia.
 
Sentiu-se vibrar a PAIXAO e o DESEJO nos vulcões.
 
Por mero acaso, encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.
 
Ao EGOISMO, não teve nem que procura-lo: ele saiu sozinho, disparado, do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas
 
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.
 
A DUVIDA foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca, sem decidir de que lado se esconder.
 
E assim foi encontrando a todos.
 
O TALENTO entre a erva fresca; a ANGUSTIA numa cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e ate o ESQUECIMENTO, de quem já se tinham esquecido que estava a brincar as escondidas.
 
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada arvore, em baixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas.
 
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, se escutou um doloroso grito: os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
 
A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e ate prometeu ser a guia do AMOR para sempre.
 
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou as escondidas na Terra, o AMOR e cego e a LOUCURA acompanha-o sempre.
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… O meu quarto pensamento foi que a miúda ou está apaixonada ou está louca. A avaliar pela quantidade de divórcios que existe na minha família, provavelmente a segunda hipótese é a mais real, até porque essa acompanha sempre a primeira.


publicado por faustofigueiredo às 17:16
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OS CASÓRIOS DE AGOSTO E OS OUTROS TAMBÉM
 
 O Verão é a única estação do ano que é tão maravilhosa quanto horripilante. Se por um lado há calor, praias, esplanadas e um número considerável de mulheres seminuas, prontas a mostrar os seus belos e arrebanhados seios, todos salientes à custa da imaginação de um gajo norueguês que se lembrou de colocar uns ferrinhos nos soutiens para realçar as mamocas, por outro lado há os famosos casamentos de Agosto, cheios de florzinhas e fitinhas. A mim até nem me afectam muito. O único problema é que insistem, com frequência, em convidar-me para as cerimónias. Lá que amigos, colegas de trabalho e familiares queiram dar cabo da sua vida é lá com eles, agora, que façam questão de me ter lá para assistir e servir de testemunha oficial, numa posição privilegiada, lá na igreja, ao início do descalabro e da desgraça, é que é mais desagradável, principalmente, porque se me estão a acabar as desculpas minimamente aceitáveis. Nos últimos tempos já tive, duas doenças infecto-contagiosas, outras tantas venéreas, fui vítima de um sequestro, quatro prisões domiciliárias, submetido a transplantes dos mais diversos órgãos e a ultima desculpa foi a de que tinha sido chamado para a guerra no Afeganistão.
Posto isto e mais os factos, não me restou outra alternativa senão deslocar-me recentemente a mais uma boda. Aproveitei a ocasião para estrear um belo fato D&G e fazer algumas observações sagazes sobre o assunto.
 
APERITIVOS, ALMOÇO E GULA
A primeira conclusão a que cheguei: A expressão “COMER ALARVEMENTE ANTES DO ALMOÇO” foi inventada a pensar exclusivamente nos banquetes de casamento. A ideia era nitidamente acalmar os ânimos dos convidados. É sempre difícil de imaginar a quantidade de comida que seria necessária, concentrar no mesmo espaço, se não se tivesse introduzido na nossa sociedade esse toquezito de contenção pseudo-religiosa. Dava com certeza para matar a fome a uma dezena de países africanos. Também é fácil de entender todos os porquês, de se ter colocado logo a gula, na lista dos Pecados Mortais. Da forma como todos se atiram aos chouriços, bolos de bacalhau, enchidos, mesas de queijos, mariscos e sei lá mais o quê, as hipóteses de se ter um enfarte ou um AVC são bastante elevadas. Fico sempre com a sensação que há por ali pessoal que deixou de comer assim que recebem o convite de casamento. Ao mirar aquela orgia gastronómica neste último casamento, não pude deixar de concluir que o pensamento corrente é, “se te dei uma prenda no valor de 150€, bem posso comer até esse valor, ora somos três, divide-se… dá 50€ a cada, portanto, hummm, talvez cinco camarões a cada um. Como o meu filho ainda não come eu posso sempre comer oito e a minha esposa sete. Quanto aos rissóis… ”, e por ai fora
 
FOTOGRAFIAS
Outro aspecto interessante dessas festas que são os casamentos é o momento das fotos com os noivos. Todos insistem em tirar fotografias e quase que chegam a vias de facto, com os maluquinhos que se casaram, mesmo que estes já estejam quase a desfalecer, visivelmente desidratados. Nada disso parece incomodar os convidados. O que importa é registar aquele sádico momento. Todos querem uma prova evidente de que lá estiveram. As motivações dessa mania é que têm vindo a mudar. Nas décadas de 60 a 80, as pessoas tiravam fotografias com os desgraçados noivos, para uns 15 anos mais tarde, mostrarem aos filhos as grotescas e apalhaçadas fatiotas que tinham coragem de usar. Obviamente, ninguém acreditaria que pudesse ser possível ter-se saído assim vestido à rua, quanto mais aparecer em eventos de confraternização grotesca, onde estão pessoas que nos conhecem. Poder ser gozado pelos filhos fazia parte do vómito imaginário e social desses tempos. Mais tarde, a partir da década de 90, as pessoas passaram a querer ter uma fotografia que prove que aquele casamento existiu mesmo, talvez devido à drástica diminuição do prazo de validade dos casamentos.
 Enquanto o fotógrafo diz olhem para aqui, os outros pensam “Hummm, dou-lhes seis meses. No máximo dos máximos...
 
Quanto a mim, este seria o momento ideal para os pôr imediatamente em contacto com o verdadeiro espírito do casamento: as fotografias deveriam ser tiradas na prisão do Vale de Judeus ou Custoias ou ainda em qualquer outra penitenciária que fique ali por perto. Assim sim, faria sentido e eles viveriam felizes para sempre.


publicado por faustofigueiredo às 17:00
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
VIRUS JOELHAR INFORMÁTICO??

Na minha leitura matinal pelos tablóides nacionais dei de caras com mais uma monstruosidade.

MANTORRAS VOLTA A SER REPROGRAMADO” – dizia o diário desportivo O Jogo, em letras garrafais.

 

Apanhou vírus, pensei logo eu… enferruja os parafusos

 

 



publicado por faustofigueiredo às 15:17
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
ESTOU PROFUNDAMENTE CHOCADO
Hoje deparei-me com uma notícia chocante. Não, não estou a falar dos seguranças e dos gajos do porto baleados. Reparei até que a melhor profissão para se levar uns tiros é a de segurança de discoteca. É que se o moço morrer já está vestido para o funeral!
Também não foi a notícia do suicídio do GNR que me chocou... Espero é que tenha sido o Rui Reininho, para se acabarem as músicas com letras sem sentido!
Muito menos a daquela assistente social do Malawi que visitará Madonna para verificar se ela tem condições para adoptar... (é nestas alturas que eu gostava de ser criança africana...ser adoptado pela Madonna era o meu sonho desde criancinha e juro que não precisava de assistente social...)
A dos Japoneses que caçavam baleias à frente de turistas que as tentavam avistar também não me diz nada. Aliás gostava é de saber quando é que começa a caça às baleias que se vêem, cada vez mais, nas ruas portuguesas?
A esquisita história dos homossexuais israelitas que decidiram formar um partido político, o Palestian Gay??? Também não me afectou
Li que a produção de ópio no Afeganistão duplicou nos últimos dois anos. Altura que curiosamente, as afegãs começaram a andar mais descascadas, mas essa estava mesmo a ver-se.
Na página seguinte dizia que o Ronaldinho Gaúcho tornou-se espanhol para o Barcelona poder contratar mais estrangeiros e na última que a Espanha está a desenterrar 90 corpos de valas comuns da guerra civil... (devem estar à procura de estrangeiros para o Barcelona), essa então é que não me diz nada.
Já a noticia que o japonês, March Boedihardjo, de apenas 9 anos, entrou na Universidade de Hong Kong, arrepiou-me um pouco, mas nada de chocante, além disso essa universidade é conhecida pela Casa Pia lá do sítio.
Há uma muito forte, que se refere a um suposto braço armado da ETA em Portugal. Ora, e como se sabe que este grupo armado faz explodir carros e pessoas, mandaria o bom senso que as televisões, não divulgassem a cara dos gajos e as matriculas das viaturas particulares, não? Das duas uma: ou é distracção ou parvoeira, e nenhuma das duas é minimamente aceitável.
Mas a que me chocou profundamente foi a de que Escola Agrícola é alternativa a abandono escolar.
«A escola agrícola em Mirandela, está a constituir-se como uma alternativa para alunos que estão em risco de abandono escolar…
…A forte componente prática parece estar a ser o segredo para cativar alguns alunos que pareciam condenados ao insucesso...
…O facto de a escola estar inserida numa região predominantemente agrícola pode explicar a crescente procura por este tipo de ensino…
…Este ano lectivo a escola vai acolher 101 alunos que chegam dos distritos de Bragança e Vila Real.», 101 meus senhores. 101 gajos e gajas com um canudo profissional. 101 gajos e gajas que não vão poder apanhar-nos as uvas, as castanhas, as amêndoas, as batatas, etc.
Meu Deus, se já pagamos uma indecência pelas insónias e canseiras de cada trabalhador agrícola, agora que vão ser “formados” vamos pagar o couro e o cabelo. Só nos faltava cá os doutores arranca couves para a agricultura, finalmente, ir desta para melhor.
 
Uma última observação sobre o campeão Nelson Évora: Ficou mal à Judite de Sousa dizer "o atleta do Benfica...". Ser casada com um destacado benfiquista, e dono de outras regalias politicas que não vêem ao caso, o gajo, o Obli… qualquer coisa, a Naide, o Deco, o Strombi… não sei o quê, também não são mas defendem a nossa bandeira. Talvez “o atleta que defendeu as nossas cores…” ficasse melhor.


publicado por faustofigueiredo às 18:19
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A MINHA AVÓ BÁBÁ

Hoje lembrei-me do dia 12 de Dezembro. Data do aniversário da minha avó Bábá.

Não sei se já alguma vez vos falei da minha avó. Se não falei, foi um lapso gravíssimo. Continuamos a teimar em nunca falar das pessoas que amamos. Talvez por serem tão especiais e querermos conservá-las só para nós. É egoísmo. Ou se calhar amor...

A mãe mi madre faleceu à tempo suficiente para eu ter carradas de saudades dela.

Poderão vocês perguntar, quem é esta avó que eu amo. Para já é tão somente a minha avó Bábá, a pessoa que ajudou a minha mãe a criar-me; a pessoa que me acolhia nas fantásticas férias da Figueira da Foz; a pessoa que me levou a conhecer o Jardim Zoológico e o Aquário, o tal que já ninguém fala dele desde que abriu o Oceanário; a pessoa que me mostrou o que era um Cacilheiro nos velhos tempos que se atravessava o rio Tejo para podermos ir até ao Barreiro; a pessoa que me deu de comer na boca e me ensinou a não dividir bananas com os macacos lá na longínqua Luanda; a pessoa que provavelmente limpou as minhas primeiras lágrimas; a pessoa que curou muitas das minhas feridas...

Depois do seu falecimento, fui crescendo a cada dia que passa. Não tento me lembrar dela, antes pelo contrário. Não sei explicar, mas não quero pensar em nada que me faça recordar sua face, seu sorriso, seu cabelo branco, sua forma sagaz e audaz de conduzir as coisas.

O dia em que fui acordado com aquela notícia brusca, foi apagado da minha memória. A viagem até Lisboa foi feita em piloto automático. Não podia ser"... A minha brasileira tinha acabado de partir.

Durante aquela viagem é que eu percebi que tinha medo. Medo de saber que nunca mais a via, medo de saber que a tinha acabado de perder... Curioso, nunca tinha sentido medo.

Nunca lidei bem com a morte, mas mesmo depois de já ter perdido tanta gente, gente que amei muito e que respeitarei para sempre, já devia ter a noção de que nada é eterno... Mas não tenho...

Aquele fio de lágrimas que me caiu pela face enquanto agachado tentava repudiar meio mundo pelo acontecido, aquele momento foi apenas quebrado pelas palavras da minha tia, lembrando que se minha avó viveu feliz e não ia gostar de nos ver assim.

Por isso, hoje quero que todos saibam que amei e amo a minha avó; a minha amiga; a minha Bábá... Eu, simples mortal, apenas tenho de aceitar… Com dor, sem lágrimas e alguma infelicidade.

Um abraço e um beijo, deste teu eterno apaixonado. Por ti e pela vida...



publicado por faustofigueiredo às 17:00
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FUI AVÔ, QUE ÓPTIMA SENSAÇÃO

Estava sentado na cadeira das necessidades, logo pela manhãzinha, quando ouvi uns barulhos estranhos vindos lá do lado da cozinha. Não me pareciam ladrões… Não me parecia os cães. Bem o que poderia ser então? Nada, pensei para com os meus botões, aliás estava no sítio ideal para pensar e divagar. Assim sendo, deixei-me levar pela minha imaginação e pelo modo tranquilo que me estava a invadir os neurónios. Estava no auge do pensamento quando ouço novamente uns estranhos sons vindos lá do mesmo sítio. Arrebanhei um pouco de papel, esfreguei-o na ranhura do cu, levantei-me à pressa, e dirigi-me ao local do crime.

Quando entrei na cozinha deparo-me com um cenário dantesco. Iziz estava deitada de lado, com um ar feliz e ofegante e toda suja de uma coisa escura. Depois de muito pensar cheguei à conclusão que devia ser sangue.

Quando me aproximei dei de caras com três coisas minúsculas. Meus deuses; eram criancinhas. Ela tinha dado à luz três coisinhas minúsculas. Sozinha, sem ajuda de parteiros e enfermeiras, embora se precisasse estava feita, pois já fecharam as maternidades todas aqui à volta.

A primeira coisa que me ocorreu foi que como ela gosta de assistir à novela da noite na TVI, lá viu a Joana Solnado a dar à luz em pé e sozinha. Da virtualidade e da ficção À realidade foi apenas um pequeno passo e vai de imitar. Por aqui, toda gente sabe como são as crianças, imitam tudo que vêem. A segunda pergunta que me ocorreu foi de quem seria o pai. Bem, essa foi fácil, olhando para eles eram todos iguais aquela coisa ambulante que anda lá por casa que dá pelo nome de Ramsés. Enfim, o rapaz lá se saiu dos eixos e vá de engravidar a parceira, nada de anormal na história, não tivesse eu andado a ajeitar o desgraçado no último cio dela. As costas eram a sua coisa predilecta. Pronto, ok, como bom aluno e inteligente, sai ao pai certamente, resolveu mostrar toda a sua garra e pimba, já está. Iziz, minha filha, deu à luz três lindos meninos, aliás dois meninos e uma menina.

Fui à janela e gritei bem alto, FUI AVÔ!!!!! Lógico que meus vizinhos acharam que eu estava louco, mas eu pouco me importei, tinha acabado de ser avô e não seriam meia dúzia de imbecis que me iam estragar a festa.

A sua graça irá ser; Rafael, Zulmira e Fagundes, lindos não?



publicado por faustofigueiredo às 15:24
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