"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
DEVANEIO PROFUNDO

Portugal é um país bastante geométrico:

 - É mais ou menos rectangular e tem montes de problemas bicudos, discutidos numas mesas redondas...por uma cambada de bestas quadradas!


sinto-me:

publicado por faustofigueiredo às 15:12
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
A FEIRA DA CASTANHA NAS TERRAS DE MONTENEGRO
No dia de São Martinho, virei costas a Argemil e rumei a Carrazedo de Montenegro, para ver a maior e única feira da castanha do concelho.
Quando me cheguei perto, dei conta da enorme quantidade de gente que aos encontrões tentava circular. Muita castanha, um concurso para a maior, a colaboração de algumas Juntas de Freguesia da montanha, muita jeropiga e bastante animação, em consequência da mesma.
 A Castmonte 2007”, realizou-se no fim-de-semana de São Martinho. Levou alguns milhares de pessoas a irem apreciar as ricas terras de Montenegro, aliás como sempre acontece desde 1996, ano da sua primeira edição.
Muito para além da comercialização da castanha esta feira é importante na divulgação da mesma e de outros produtos regionais. Para esta edição da Castmonte, estava aguardada com as maiores expectativas, a inauguração do Pavilhão Empresarial de Carrazedo de Montenegro, o tal que ainda ninguém conseguiu perceber para que serve além da realização desta feira. E no topo do bolo a cereja, ou melhor, a confecção de um bolo de castanha com mais ou menos de seiscentos quilos, diziam eles.
Há muito que aprecio a diversidade das associações de ideias que cada um de nós faz em relação à mesma coisa. Em relação ao São Martinho, dizia-me um amigo meu alfacinha que a primeira coisa que lhe vem à cabeça são as feiras das castanhas, que proliferam por esse país fora.
Na nossa feira o que há mais é gente a perder de vista, o sovaco do vizinho dentro do nosso nariz, matilhas de criancinhas histéricas numa correria infernal, carradas de exemplares de um jornal de Valpaços, com uma entrevista ao presidente da Câmara e outra ao presidente da Junta de Freguesia local, aliás, como se impõe nestas alturas. Agricultores barrigudos a discutir qual o valor do seu produto, vários Fiat Punto GTI V6 Kompressor e Peugeot 206 RS Turbo de suspensão rebaixada, misturados com carrinhas de caixa aberta, estacionados no mais recente espaço para o efeito, gentilmente concluídos pela Câmara Municipal, à ultima da hora, outra coisa que se impõe nestas situações...
Quis fazer o raciocínio de que Carrazedo de Montenegro, fica com mais encanto nestas alturas, utilizando uma expressão muito em voga lá para os lados onde nasci, quando me vi a imaginar uma Feira da Castmonte, com um espaço reservado aos agricultores para exporem o seu produto, com restaurantes a fornecerem comidinha com receitas em que a castanha fosse rainha, onde os bares tivessem condições para trabalhar, água inclusive, onde as panificadoras e padarias se juntassem num local e os apitos, peles e livros, quadros e estátuas dos nossos artistas e coisas assim do género tivessem também o seu espaço mas longe do produto. A minha vontade e o meu sonho esvaíram rapidamente em calafrios, quando vi, este ano, uma espécie de baralhada total. Peles com castanhas, apitos com jeropiga, bolos com livros e o já famoso pavilhão da EHETB vazio.
Aqueles espaços, feitos de tábuas e paredes desalinhadas, as colunas a fazer um ruído ensurdecedor, todo o dia, com elevados decibéis, incapazes de emitir um único som de jeito, incapazes de uma frase ser compreendida. Uma musiquinha de bradar aos céus, um mix de Ágata com Kenny Rogers.
Na tenda um gelo de morrer, enquanto os únicos que não o sentiam eram aqueles que atulhavam os bares, cheiinhos de sede, que é assim que eles acham que se devem festejar as coisas boas que acontecem na Vila.
No ano anterior, a Junta de Freguesia chamou a si a organização do evento. Só o temporal (muita chuva) estragou um pouco, se bem me lembro. A feira primou por uma organização impecável. Este ano juntou a mesma Junta de Freguesia e a Associação Regional de Agricultores das Terras de Montenegro. Resultado? Pior mesmo só as feiras dos santos em anos de eleições. Nessas alturas, os ocupantes do senado, ditos políticos, querem brilhar. Pensam que se nos encherem a vista com aquilo que denominam de «bom programa» arrebatam mais uns votos. De preferência um que custe muito dinheiro. Bom e barato já não existe, dizem orgulhosamente de café em café, com boletins de votos nos olhos. Este ano, como não há eleições… pimba. Sobraram os batuques de Braga, as marchas e as danças do folclore, a banda, uns rapazes que tentavam heroicamente cantar e tocar musica, onde o melhor da noite foi mesmo uma pessoa da vila que teve de subir ao palco para animar as hostes. Não sei quanto leva a Ágata para cantar uma hora, nem os Diapasão para miar durante outro tanto, mas podíamos ao menos tentar a sorte de lhes perguntar, a eles ou outros parecidos.
No domingo, a organização esqueceu-se de animar a zona dos bares e como tal, a coisa não deve ter corrido lá muito bem para aquelas bandas. Não sei, cada um que se defenda. O que eu sei mesmo é que as feiras da castanha e outras do género não se pagam sozinhas. O dinheiro fornecido pela Câmara é o único meio de subsistência.
E depois há a questão da segurança. A estrutura dos palcos que antigamente eram do Faustino, está provado e não restam duvidas, que aguentam. E o resto?... Os WC, devidamente limpos, com papel e em quantidade necessária?... E as saídas de emergência, tapadas com bolos de seiscentos kg?...
Bem, com um bocadinho de pretensiosismo, deixo uma sugestão à próxima organização desta feira. Uma associação de ideias. Prioridades. Pensem e escrevam todas as que vos surjam a partir de «prioridades». Vão ver que dão melhores organizadores e a vila, os habitantes e os turistas, sim porque os visitantes são turistas, agradecem.
No meio disto há uma questão que me preenche os neurónios e que gostava que me esclarecessem. Alguém me sabe explicar o fenómeno de as pessoas irem aos magotes e a esbracejarem freneticamente, para o local onde estava a ser distribuído o repartido bolo? 
No que me toca, ficarei por aqui mesmo. Eu sei que já disse que não gostei muito da Castmonte, este ano, mas as feiras da minha vila são muito melhores que todas as outras, disso podem ter a certeza.


publicado por faustofigueiredo às 12:33
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...

A pedido de uma amiga e com a razão que a força da frase emite, aqui vai durante três dias:

ABAIXO A

VIOLÊNCIA DE GÉNERO:

 HUMANIDADE NÃO TEM SEXO!!



publicado por faustofigueiredo às 12:22
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
AULA DE HOJE
 
Saberão vocês o que é a tautologia?
Tautologia, é o termo usado para um dos vícios de linguagem - Vício de locução que consiste em dizer sempre a mesma coisa, em termos diferentes. O exemplo clássico é o famoso "subir para cima" ou o "descer para baixo". Mas há outros com se pode ver a seguir:
 
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito.
 
Reparem que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, "surpresa inesperada". Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
 


publicado por faustofigueiredo às 14:57
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
GENTE INVULGAR E FANTÁSTICA
 
Em todas as terras há gente invulgar e fantástica. Carrazedo de Montenegro também tem coisas dessas. Minha querida Gininha, um beijo enorme para si.
 
Que melhor honra poderia ser feita ao nosso castanheiro, senão por quem a terra ama, com a intensidade que se lhe conhece.
Como diria Rochefoucauld, “Há pessoas desagradáveis apesar das suas qualidades e outras encantadoras apesar dos seus defeitos”, - o fruto de cada palavra retorna a quem a pronunciou.
“O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê”… Que não seja por mim que essa citação seja verdadeira.
 
 
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há folhas secas, castanhas no chão.
A nossa vila alegre caminha,
Pelos soutos fora apanhar seu pão.
 
Desta riqueza vive a nossa aldeia.
Dos frutos lindos que espreitam o céu.
Na copa verde do pai castanheiro,
Que tanto tempo abrigo nos deu.
 
Correm crianças, corremos nós todos,
A apanhá-las com gosto invulgar.
São sacos cheios, bem cheios, cheiinhos,
Que outros países nos querem comprar.
 
E lá vão elas nos barcos mar fora,
Levando assim um pouquinho de nós.
Do esforço feito por todos a uma,
Dos pais, dos filhos, irmãos e avós.
 
È de nós todos a vila que agora,
Bendiz os soutos da terra natal.
È a riqueza que temos à volta,
Que lá bem longe escreveu Portugal.
 
Tocam os sinos na torre da igreja
Há folhas secas, castanhas no chão
A nossa vila alegre caminha
Pelos soutos fora apanhar seu pão.


publicado por faustofigueiredo às 18:01
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FUI CASTANHA QUE NINGUÉM VIU
 
Fui castanha que ninguém viu. Chegaram as primeiras chuvas, e o vento forte cobriu-me de terra e enterrada fiquei, naquele Inverno. A minha mãe terra trouxe-me no ventre, ganhei forças e então um dia, não sei como, duas folhinhas verdes rasgaram a terra e nasci.
Aí estava eu no mundo dos homens. Fui crescendo e chamaram-me castanheiro. Lá fui crescendo, tornando-me mais verde, mais adulto e mais bonito.
Passaram-se alguns Invernos e outras tantas primaveras e um dia deu-se o milagre. Cobri-me de ouriços. O lavrador alegrou-se com os meus ouriços que cada vez cresciam mais. De vez em quando, umas gotinhas de água vinham matar-me a sede.
O lavrador sonhava com as minhas castanhas e no que ia ganhar. Anos de boa produção e o lavrador muito contente. Mas ao lavrador e à minha terra dei muito mais:
 - A lenha para se aquecerem no Inverno…
 - As traves para construírem lares…
A todos ajudei ao longo da vida e pelo que fiz estou feliz. Espero em paz o dia em que duas folhinhas verdes vierem ocupar o meu lugar. Então num afago de ternura direi adeus, desejando que o novo castanheiro cumpra a sua missão
 
Esta é, talvez, a história mais bonita sobre a mais bela árvore do mundo.


publicado por faustofigueiredo às 17:56
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
INSANIDADE
QUE BOM QUE FOI O 25 DE ABRIL.
A LIBERDADE PERMITE TERMOS UM POUCO DE INSANIDADE, O QUE É SEMPRE IMPORTANTE NOS DIAS QUE CORREM
Provavelmente, todos nós já fomos chamados alguma vez de malucos, "o louco" (cognome). Quem nunca foi chamado por louco é porque está um pouco desfasado, das páginas da história que vão "amarelar" com o tempo... Que é como quem diz, serão os malucos a disputar alguma coisa com os tarados dos certinhos, diplomatas na área da estupidez? Será um choque para todos nós, cujo modo de vida se "encaixa" grosso modo, no doido de esquina, mas que choca frontalmente com o tarado ou o esquizofrénico, isto tudo para não ir buscar exemplos ainda mais "esquisitos".
Eu acho que o futuro é mesmo: a "cepa torta"!
O resultado deste meu post, terá eventualmente sido na sequência de uma gargalhada e/ou de uma noite bem mal dormida. Inspirado em todas as loucuras que fazemos no nosso dia a dia, levadas evidentemente ao exagero em algumas situações. Acordei e lembrei-me que a insanidade mental é uma espécie de anarquia. Um eventual "que se matem uns aos outros esses gajos do Iraque"... e se o meu castigo fosse ser extraditado e desterrado para o campo de trabalhos forçados que dá pelo nome de Margem Sul ou melhor, deserto, e ser obrigado a atravessar a Ponte 25 de Abril todos os dias, como suplemento do castigo...
Bem, mesmo assim, nada como deixar em aberto, várias situações de e como manter um certo nível de insanidade...


1. Na nossa hora de almoço sentamo-nos  no nosso carro estacionado, pomos os óculos escuros e apontamos um secador de  cabelo para os carros que passam. Vejam se eles diminuem de velocidade;

2. Sempre que  alguém nos pedir para fazermos alguma coisa, pergunte se quer batatas fritas a  acompanhar;

3. Encorajar os nossos colegas de gabinete a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada  connosco.

4. Colocar o recipiente do lixo sobre a mesa de trabalho e  escrever nele, "Entrada de Documentos".

5. Desenvolver um estranho e descabido medo aos agrafadores.
 
6. Pôr descafeinado na máquina de café,  durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína,  mude para café expresso Platina.

7. No verso de todos os nossos cheques, escrever,  "referente a suborno".
 
8. Sempre que alguém nos disser alguma coisa,  responda, " isso é o que tu pensas".

9. Terminar todas as frases com, " de acordo com a profecia".

10. Ajustar o brilho do nosso monitor para o ní­vel máximo, de forma a iluminar toda a área de  trabalho. Insistir com os outros de que gostamos assim.

11. Não usar  pontuação nos textos, às vezes, só às vezes.

12. Sempre que possível, saltitar em vez de  caminhar.

13. Perguntar às pessoas de que sexos são. Rir, histericamente,  depois delas responderem.

14. Quando formos à Ópera, cantar com os  actores, bem estridente se possível e em pé.

15. Irmos a um  recital de poesia e perguntar por que é que os poemas não rimam.
 
16.  Descobrir onde o chefe faz as compras de roupa e comprar exactamente as umas iguais. Usá-las um dia depois do chefe as usar. Tem ainda mais impacto, se o nosso chefe for do sexo oposto.

17. Mandarmos E-mail´s para  o resto da empresa, a dizer o que estamos a fazer, em cada momento. Por  exemplo: "Se precisarem de mim, estou na casa de banho" ou ainda “Não digam ao chefe que estou na varanda a fumar”.

18. Colocar  um mosquiteiro à volta da sua secretária e pôr um CD com
sons da  floresta, durante o dia inteiro.

19. Quando sair dinheiro da caixa  Multibanco, gritarmos bem alto, “consegui, consegui”.

20. Ao sair do jardim zoológico, corrermos na direcção  do parque de estacionamento, a gritar, "Salve-se quem puder! Eles estão  soltos!"

21. À hora do jantar, anunciar aos nossos filhos: "devido à nossa  situação
económica, teremos de mandar embora um de vós" .

22. Todas  as vezes que vir uma vassoura, grite, "Amor, a tua mãe chegou!"
 
 
E assim vamos ser muito mais felizes certamente.
Viva o 25 de Abril, viva nós, os loucos.

sinto-me:
música: SÃO OS LOUCOS DE LISBOA

publicado por faustofigueiredo às 15:45
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