"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
...

QUE O ANO DE

 2008

SEJA MELHOR QUE 

 2007

É ABICHANADO, EU SEI. TENHO CONSCIENCIA QUE ACABEI DE LIBERTAR A GAJA QUE HÁ EM MIM. MAS ENFIM... ATÉ NÓS, OS MACHOS, TEMOS DESTAS COISAS.


sinto-me: OH YE

publicado por faustofigueiredo às 01:06
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366 DIAS DE DEVANEIOS (UNS PUROS OUTROS NEM TANTO)

366 dias depois, ainda por aqui andamos. 365 dias de textos e um dia de construção da ideia.

A melhor forma de comemorar o feito, é ensinar-vos uma coisa.

Sabiam que o hino portuga tem três partes?? É verdade, tem até duas versões.

Adoro a minha WIKY, ela ensina coisas fantásticas.

"A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado."

 

Data: 1957 Letra: Henrique Lopes de Mendonça

Música: Alfredo Keil

I parte

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente e imortal

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós

Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

E agora o que 85% da população desconhece...

II parte

Desfralda a invicta Bandeira,

À luz viva do teu céu!

Brade a Europa à terra inteira:

Portugal não pereceu

Beija o solo teu, jucundo,

O oceano, a rugir de amor,

E o teu Braço vencedor

Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

… e ainda…

III parte

Saudai o Sol que desponta

Sobre um ridente porvir;

Seja o eco de uma afronta

O sinal de ressurgir.

Raios dessa aurora forte

São como beijos de mãe,

Que nos guardam, nos sustêm,

Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

E agora a cereja. Numa forma ainda mais original e que 99,9% da população desconhece…

Data: 1890 (versão original) Letra: Henrique Lopes de Mendonça

Música: Alfredo Keil

I parte

Herois do mar, nobre povo,

Nação valente e imortal

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memoria,

Oh patria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós

Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela patria lutar!

Contra os Bretões marchar, marchar!

II parte

Desfralda a invicta bandeira,

À luz viva do teu céo!

Brade a Europa á terra inteira:

Portugal não pereceu!

Beija o teu sólo jucundo

O Oceano, a rugir de amor;

E o teu braço vencedor

Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela patria lutar!

Contra os Bretões marchar!

III parte

Saudai o sol que desponta

Sobre um ridente porvir;

Seja o eco de uma afronta

O sinal do resurgir.

Raios dessa aurora forte

São como beijos de mãe,

Que nos guardam, nos sustêm,

Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela patria lutar!

Contra os Bretões marchar!!

 

Acho que é uma forma fantástica de comemorar um ano de vida (uma ano e um dia), afinal Fausto também ensina.

 


sinto-me: PORTUGA

publicado por faustofigueiredo às 00:37
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
PAI-NATAL ESCALANTE E PENDURADO

Esta época faz-me logo lembrar os momentos, quando ainda na puberdade, apostava com os meus irmãos onde meus pais tinham escondido os presentes. Momentos fantásticos, com o meu tio Jaime, ridiculamente vestido, com aquelas vestes vermelhas à Pai Natal, e ainda, aquele momento ridículo, estes sim deprimentes, em que o meu irmão cheirinha, levava a criançada irrequieta, a ver a estrela, que segundo ele, eram as renas do pai natal, etc.… Meu Deus, o pior era as criancinhas acreditarem. Hoje devem rir à gargalhada quando se lembram da figurinha do meu irmão, além de ser feio mentir às criancinhas. Agora já não é preciso irem ver a estrela, basta olhar para os prédios. E agora já não é o Pai-Natal, são os Pai-Natais. Por toda a parte se vê Pai-Natais. Por todo o lado, em tudo quanto é janela, varanda, batente de porta existe um Pai-Natal pendurado. Seja a escalar uma escada, equilibrado num balancé e agora uma nova moda que é vê-los em bicicleta, essa então é demais, ou apenas seguro a uma corda, ele lá está vermelhasco e entregue às intempéries. Não sei que fenómeno foi este que afectou colectivamente quase todo o portuga, mas o que é certo é que poucas são as casas de família que escapam a esta tendência de mau gosto levado até ao extremo. Aparentemente carradas de gente invadiu tudo quanto é loja dos 300 e de chinocas para adquirir compulsivamente e sem nenhuma reflexão, tudo quanto era Pai-Natal passível de ser pendurado. Até na minha terrinha de eleição existe uma casa que ostenta em sua fachada um Pai-Natal a fazer slide. Sim, sim a fazer slide. Eis o motivo da minha revolta, considero esta manifestação de espírito Natalício completamente desmesurada e visualmente agressiva e de muito mau gosto. Trata-se seguramente de uma ofensiva Natalícia orquestrada no mínimo, pelo Bin Laden ou pelo Bush.

É de estrema importância que nós, os últimos portugueses lúcidos, se juntem a mim nesta luta! Vamos criar uma milícia de dimensão nacional que, munida de potentes tesouras e atacando a coberto da noite, vá despojando as casas deste país destes Pais-Natal Escalantes e Pendurados!

Vamos para a luta amigos, unidos venceremos!



publicado por faustofigueiredo às 14:59
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
UMA EXPRESSÃO "ALEGADAMENTE" MUITO IRRITANTE
 

Nos últimos anos, em que a comunicação social descobriu o filão judiciário, tem pegado a moda nos meios jornalísticos de utilizar a torto e a direito a palavra "alegadamente". Hoje, é praticamente impossível ouvir uma notícia de alguma forma relacionada com a Justiça em que o advérbio "alegadamente" não esteja lá pelo meio. Já não interessa se faz ou não sentido, ou porque é que, na génese, se começou a utilizar a dita expressão. É preciso é que lá esteja a palavrita, a conferir à notícia a devida chancela judicial. Já estou a ver um editor a emendar um jornalista estagiário que lhe entregou uma peça sobre um qualquer processo judicial “Oh Zeca, isto até nem está mau, mas falta aqui uns alegadamentes, pá!” O problema é que a malta das redacções, querendo demonstrar uma grande preparação técnica, resolve vomitar sempre o “alegadamente” da praxe, esquecendo-se, porém, de previamente dar uso à sua cabecita formatada a cuspo. Sem exagero, já tinha lido ou ouvido expressões como “alegada sentença”, “alegado arguido”, “alegada acusação” e “alegada condenação”. Ontem, encontrei mais uma destas pérolas. No Público on-line ainda se pode ler: “O director-geral da SAD do Benfica, José Veiga, apresentou hoje a sua demissão na sequência do arresto dos móveis da sua casa, alegadamente por decisão dos tribunais”. Reparem bem, “alegadamente por decisão dos Tribunais”. Não fosse o arresto, porventura, ter sido por decisão de uma corporação de bombeiros voluntários. Para estes jornalistas, nunca se sabe. À cautela, foi "alegadamente" o Tribunal. Já era altura de alguém explicar a estes gajos que nos Tribunais nem tudo é “alegadamente”. Uma sentença é uma sentença. Uma acusação é uma acusação (ainda que os factos lá contidos possam, ou não, corresponder à verdade). Ou se é arguido, ou não se é arguido. E não é preciso ser mestre em direito para perceber que um arresto foi DE CERTEZA ordenado por um Tribunal



publicado por faustofigueiredo às 17:22
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
PARABENS SENHOR MANOEL DE OLIVEIRA
 
Não posso deixar de dar os parabéns ao senhor Manoel de Oliveira que no dia 11 de Dezembro completou 99 anos de idade. Independentemente dos gostos pessoais de cada um, não restam dúvidas que se trata de um realizador de cinema fora do comum: é o único que parece estar marimbando na palavra “Acção!” no começo das filmagens, e quando vemos os seus filmes, apercebemo-nos que também mostra uma certa resistência em proferir a palavra “Corta!”. Creio que isto demonstra bem o seu estilo ímpar e a sua forma de estar no mundo do cinema. Na realidade, o indivíduo é um mestre do cinema contemporâneo.
Manoel de Oliveira está agora mais perto de realizar ao seu sonho, que é o de fazer 101 anos e ir à Multi-Opticas comprar uns óculos, e ainda sair de lá com dinheirinho no bolso.


publicado por faustofigueiredo às 16:41
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TURISMO RURAL
 
Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra". A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla, e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa. Para fazer turismo rural não serve qualquer terra, tem de ser uma terra "com encanto".  E o que é uma terra "com encanto"? Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto" (está-se mesmo a ver), a estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "tb. com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro. E quando entras no café tentas integrar-te com os vizinhos. - Bom dia, compadres! - O que é típico aqui? E o gajo do café pensa: "Aqui o típico é que venham os artolas da cidade ao fim-de-semana gastar duzentos contos". A seguir, ficas instalado numa casa rural ou "casa com encanto", que é uma casa decorada com muitos vasinhos e réstias de alhos penduradas do tecto, que não tem televisão, nem rádio, nem micro-ondas. Em contrapartida, tem uns sacanas de uns mosquitos que à noite fazem mais barulho que uma Famel Zundapp. Depois apercebes-te que os da terra vivem numas casas que não têm encanto nenhum, mas têm jacuzzi, parabólica, Internet e vídeo de porta. A tua casa não tem video, mas tem uma chave que pesa meio quilo. Outra vantagem de fazer turismo rural é que podes escolher entre uma casa vazia ou ir viver com os donos da casa. Fantástico! Vais de férias e, além da tua, ainda tens de aguentar a família dos outros. À noite queres ver o filme, eles os documentários e tu perguntas-te: "Quem é que manda mais? Eu, que paguei 600 euros ou este senhor que vive aqui?" Ganha ele, que além de ser o dono da casa, tem um cacete sempre pronto a ser usado e, ainda te dizem que tens "a possibilidade de te integrares nos trabalhos do campo". O que quer dizer que te acordam às cinco da manhã para ordenhar uma vaca. Não é lixado? É como ires à bomba da gasolina e teres de pôr tu a gasolina, ou como ires ao McDonalds e teres de arrumar o tabuleiro. Ou seja, o normal de quando não estás em férias. Então, levantas-te às cinco para ordenhar as vacas. E digo eu: porque raio é que é preciso ordenhar as vacas tão cedo? O leite está sempre lá! Não se podem ordenhar depois do Pequeno-almoço? Deve ser só para chatear, porque a vaca também deve dar pulos de contente quando um estranho a vai espremer às cinco da manhã.
 
Mas o "encanto" definitivo são "as actividades ao ar livre".Como quando te põem a fazer caminhadas, que é aquilo a que normalmente se chama andar, e consiste, exactamente, em por um pé em frente ao outro até não poderes mais. Quando te apercebes, os da terra vão num jipe com ar condicionado. Mas tu, feliz da vida, vais pelo campo atordoado com o calor, tornas-te bucólico e tudo te parece impressionante: Vês uma vaca e dizes: - "Hummmmm, que cheirinho a campo"... A campo não, a BOSTA!!! Mas, aí é que está, também tem "o seu encanto". E tudo (seja o que for) te sabe maravilhosamente, na mesa pespegam-te dois ovos estrelados com chouriço e tu na cidade não comes estes ovos, nem estes chouriços. E perguntas: - Este chouriço é da matança? - Quase que era, sim! Porque ia morrendo ali na curva o gajo do camião que os trazia.
 
De repente, ouves umas badaladas e dizes: - Ah! Que paz! Não há nada como o som de um sino. E o gajo do café responde: - É gravado, senhor, não está a ver o altifalante ali no campanário? Nesse momento, já começas com dúvidas e perguntas para ti mesmo, se os ruídos das galinhas e dos grilos não estarão num CD: "RuralMix2005" ou "Os 101 Maiores Êxitos Campestres". A única coisa que te dá certezas são os sacanas dos mosquitos, esses são mesmo verdadeiros. Já pareces um Ferrero Rocher, cravejado de altos. Eu acho que, de 2ªF a 6ªF., as pessoas destas terras vivem como toda a gente, mas nos finais de semana, espalham-se pela estrada uns tipos mascarados de pastores e quando vêem que se aproxima um carro, avisam os da terra pelo telemóvel: - "Hei, vêm aí os do turismo rural!" E mudam o cartaz do "Videoclube" para "Tasca do Zé da Tia", soltam os cães pelas ruas e sentam-se na entrada da terra dois avôzinhos a fazer sapatos. Depois tu compras uns e saem-te mais caros que uns Nike, enfim, acho que uma montagem tão grande como esta não pode ser obra de pessoas isoladas. Tenho a certeza que também estarão autoridades implicadas nisto.
 
 Imagino o Presidente da Junta: - Queridos conterrâneos: este Verão, para aumentar o turismo, vamos importar mais mosquitos, pois no ano passado deram grande ruralidade e imenso êxito à terra. -Quero ver todos os homens de boina, nada de bonés de pala da Marlboro, façam o favor de pintar o espaço entre as sobrancelhas, que assim não parecem da província! - Quanto às avós, nada de topless na ribeira, que espantam os mosquitos! - Este ano não é preciso ninguém fazer de maluquinho da terra, que com os que vêm de fora já chega!


publicado por faustofigueiredo às 16:19
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ESTE É O MEU IRMÃO CHEIRINHA
 
Tenho um gajo lá para as bandas de Aveiro que não vive neste mundo. Ele até podia ser meu vizinho, tio, sogra ou ainda minha prima, mas não, o tipo é mesmo meu irmão. Escrevia assim o “cheirinha” carinhosamente chamado assim, pelos irmãos mais velhos:
 
“Carácter forte é a prenda maravilhosa com que me premeio.
Quero crescer e criar, e jamais pensar que nunca chegarei onde quero. Até hoje lutei, amanhã conseguirei. Porque não semeio hoje a fome de amanhã. Um dia colherei, eu sei.
Entendes?...
Pensa, que tipo de tristeza sentirá uma árvore cortada e caída, ao reparar que o cabo do machado que a matou era também ele, feito de madeira?...
Mas na verdade, o carácter é mais facilmente mantido do que recuperado.”
 
Poderia dizer, facilmente, que o gajo está doido, mas não. Deus deu-nos esta forma de comunicar com os habitantes deste planeta, e ele meus amigos, fá-lo (quase) tão bem quanto eu. Parabéns miúdo, aliás senhor miúdo. Empresário no ramo das letras de computador, trabalhador exímio no que respeita a não fazer nada, verdadeiro dorminhoco matinal e com aquela queda para a estupidez natural, de onde se extrai e se vislumbra o bom gosto que a melhor coisa que lhe podiam ter acontecido, teria sido conhecer Salazar.
Eu, que não conseguia achar nenhum bocadinho, bem espremido, para sentir algum orgulho neste rapaz, começo agora a descobri-lo.
 
Abraços “cheirinha”, e que o casamento não te dê alergias, porque nós, os irmãos, já não temos paciência para te ter de volta a casa. A Lulu que te ature.
 
PS1. Continua a premiar-te com coisas fantásticas
 
PS2: Já agora visitem www.m-sar.com
 


publicado por faustofigueiredo às 13:14
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
PORQUE VOU CONTINUAR A ESCREVER PORCARIA E A MARIMBAR PARA O QUE OS OUTROS PENSAM
 
Ao contrário de muitos pseudo-escritores que opinam para o meu jornal, sempre olhei para ele como uma palhaçada e uma forma de quebrar a rotina dos meus dias. O texto que publico e leio é uma forma de distracção que encontro e me dá a ilusão de maior agradabilidade de um dia de trabalho.
Nunca escrevi, como alguns de vocês chamaram a atenção, de forma séria e cuidada. As gralhas do teclado, as formas verbais trocadas ou até os erros ortográficos são a imagem do desleixo da minha escrita virtual e sinal de que o texto é apenas relido uma vez, antes de ser publicado. O objectivo era, e é, o de levantar algumas questões de preferência polémicas e conseguir arrancar um sorriso, quando a gargalhada não é possível. Encaixo o jornal dentro das coisas insignificantes da minha vida, os pequenos prazeres ou distracções recomendáveis. Sem o jornal teria de vaguear pela net em busca de um par de mamas que um de vocês me disponibiliza sem trabalho, de uma anedota que me faça rir ou de um tema que me leve a pensar. O jornal preenche bocados vazios de um dia e garantem-me um mínimo de sanidade dentro da loucura que é a vida profissional moderna.
Faz-me confusão o levar das coisas a sério porque pouco na vida é verdadeiramente sério. Não me incomoda e não me preocupa quem incomodo com o que escrevo. Tudo é relativo e o desconhecimento do leitor elevam essa relatividade a extremos. Se sou por natureza uma pessoa pouco séria e que diz muita barbaridade a troco de um momento de boa disposição, o nosso jornal cá da terra potencia esse comportamento como poucos outros ambientes. E se no espaço físico para mandar uma piada, para brincar ou para ser mesmo inconveniente é preciso saber aceitar uma piada, brincadeira ou a inconveniência, na “jornalosfera”, e dado o anonimato vale tudo.
Penso que a sério devo levar outras coisas. Coisas que uma vez ocorridas mudam o meu dia seguinte e impõem transformações no meu estilo de vida. Imagino casos complexos e penso que reacções terei, se me chatear por pouco. Do que serei capaz depois disso? O que pensará Amstrong quando o médico lhe diz que tem cancro nos testículos? Isso deve ser chato. E quando mais tarde lhe dizem que dos testículos passou aos pulmões e ao cérebro? Essa é uma verdadeira chatice e motivo para ficar muito chateado. Será que me devo chatear porque a minha mulher fez barulho a meio da noite e eu acordei ou lembrou-se de não ter filhos e eu que a ature? Ou porque “nossa senhora” não deu valor ao meu trabalho? Ou porque mais uma qualquer coisita de significado questionável não correu como queria? Se não relativizar isso a vida torna-se insuportável.
Portanto caros leitores relativizem porque se não o fizerem terão lidar com isso.
Eu nunca o farei por vocês.


publicado por faustofigueiredo às 18:46
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VOLTAR A BLOGAR AQUILO QUE JÁ NÃO NOS LEMBRAMOS

Olá. Sou eu outra vez, o gajo dos posts. Tamos quase a fazer um anito. Grande Fausto. Eu nunca diria que iamos durar tanto. Vamos festejar um anito do nosso blog, lembrando alguns dos bons posts que publicámos enquanto ninguém nos conhecia. Era mais giro, podiamos dizer as asneiras e as barbaridades que nos apetecia ou que nos passasse pela cabeça. Enfim, crescemos, é assim com tudo. Nunca tinha voltado atrás para ler os devaneios antigos. Teno de admitir que alguns têm piada. Assim e para quem nunca leu o nosso principio da blogomania aqui vai...

Se já leram, então divirtam-se e leiam outra vez.



publicado por faustofigueiredo às 18:40
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
TUDO TEM UM FINAL, FELIZ OU NÃO

 

Enquanto a minha insanidade nesta minha passagem terrena me acompanhar, a memória de meu Ramsés estará no peito.
Não sei porque me marcaste tanto, tendo eu já visto, infelizmente, vários animais a adormecerem eternamente.
Foi esta a altura que escolheram para te libertares completamente das linhas que prendem parte da tua alma a este mundo, e seguir o teu novo caminho para a tua nova casa, seja onde for. É confortante imaginar os teus olhinhos amarelos, enormes, a brilharem novamente, encontrando uma nova e interessante luz. Segue em frente meu fofo, pois nesse novo planeta, vais encontrar muitos como tu, e eles serão os teus novos amigos. Tens muito espaço e muitas coisas bonitas para brincar. Já viste a quantidade de novelos de lã e peças de xadrez que tens por aí? E pão? Tanto… Tudo para ti, e para sempre!...
Corre, rebola, faz asneiras, brinca, aproveita tudo o que tens para ser mais feliz do que nunca. Agora, o teu corpo já não vai doer, porque aí não há carros para te fazerem mal. O teu olhar de bebé e de ingénuo, mas com muita vontade em ver, aprender e tocar e destruir todas as coisas, vai encantar todos os que te encontrem pelo caminho.
Como vês, estares nesse mundo é muito bom para ti. Aqui, onde eu estou, há muito sofrimento, há fome, há doenças, há guerras, automóveis... nem dá para descrever tudo.
Um dia mais tarde, todos nos vamos encontrar no mesmo sítio. 
Promete-me apenas que vais aproveitar ao máximo cada segundo da tua nova experiência. A tua felicidade é a felicidade de todos os que conviveram contigo. E agora vou-te deixar seguir em frente, sem voltar a olhar para trás. A minha homenagem para ti termina assim.
 
 
"inté Ram, minha bola de pêlo"


publicado por faustofigueiredo às 17:46
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