"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Terça-feira, 11 de Março de 2008
Moisés se calhar andava a curtir uma drogas por aí

Um gajo lá das psicologias especulou que Moisés estaria sob o efeito de substâncias alucinogéneas, haxixe por exemplo, quando estava com aquela história dos 10 mandamentos ao descer do monte Sinai, quando viu a sarça ardente, as vacas, etc. Não deixa de ser uma cena engraçada...

Uma coisa comum de qualquer bloguista quando há falta de assunto é escrever sobre essa mesma falta de assunto.

Eu como verdadeiro Faustiano, consegui fugir a este «pseudo-drama». Bastou-me ir ver o que se passa nas noticias do mundo. Sempre é mais saudável e até pode ser ponto de partida para reflexões mais ou menos estupidas. Foi lá que descobri que Moisés se calhar andava a «curtir umas pedras por aí» e de caminho ajudou à criação de uma religião.

Moisés a “tripar” com alucinogéneos acaba por ser uma imagem, mesmo para uma espécie de católico como eu, muita gira. Bastou-me deixar a imaginação seguir o seu trajecto e de repente estavam os 12 apóstolos a fumar um charro.

Em Portugal, esta possibilidade de uso de alucinogénios por parte de Moisés para ver fogueirinhas, falar com Deus, receber ordens deste e até mesmo separar as águas de um rio, são uma ofensa para quem acredita na “verdade” escrita na Bíblia.

Mas, isso é certo, nem só Moisés curtia a dele senão vejamos: Buda também chegou a conclusões que a mim, filho da tradição cristã, me parecem esquesitas. Os Hindus têm um deus que tem cabeça de elefante. Pensando racionalmente, acho que alguém andava drogado para ver cabeças de elefante ou chegar à conclusão que vivemos várias vidas (e que se calhar ainda acabamos como uma minhoca por nos termos portado mal antes).

Porque não colocar a hipótese de que Moisés estava a «tripar» e deu-lhe para falar com Deus e pedir uns conselhos?

Acho que devemos respeitar as crenças religiosas. Mas também acho que isso não é incompatível com os cristãos a fumar umas ganzas, nomeadamente que Moisés tomava substâncias alucinogénicas. Esta história pode ajudar-nos a entender melhor esse fenómeno universal que é a religião. Reparem que ainda hoje, muitas pessoas ao tomarem drogas, têm experiências de âmbito espiritual como falar com Deus, com o Bush, com o Bin Laden, etc. Também há pessoas, que mesmo sem drogas, falam com Deus e ele responde. Geralmente são levadas por familiares ao psiquiatra... Que seria feito das religiões se houvesse psiquiatras há uns séculos atrás?...

Um amigo meu diz que nós, o Homem,  somos uns postais sem nexo cujo a paisagem não passa de uma fotografia (acho que também as fuma de vez em quando). Acreditamos em coisas tão loucas como deuses elefantes, filhos gerados sem sexo, vinho que é sangue e pão que é carne, etc. Até acreditamos que o Sócrates e o Tavares estão a fazer bom trabalho.

O facto é que somos mesmo assim, tenha Moisés metido umas drogas lá para dentro ou não.

Dá que pensar...


sinto-me: meio alucinogenado

publicado por faustofigueiredo às 16:37
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Um orgulho chamado FêCêPê

Ontem foi o tal dia que me doeu o coração até aos fins dos costados. Que quer isso dizer em futebolês? Que o Porto tinha acabado de ser eliminado por penaltis contra o Kaiser. Sim Kaiser, aquele guarda-redes que deve ser o maior sortudo da vida ou então cornudo. Alguma coisa o gajo é... também pode ser bom guarda-redes, mas duvido.

E o Quaresma? Como se pode falhar aquele golo. E o Marrocan maluco? Vontade de dizer – “Ò meu Deus, como é possível teres desenhado aquele cenário todo?”

Escusado será dizer que a minha viagem até casa foi a mais longa da minha vida. Hoje estou doente, amanhã irei repisar o sucedido, depois de amanhã vou revoltar-me com o Jesualdo e finalmente no Domingo vou achar que os loirinhos lá da Alemanha foram os grandes culpados pela 1ª e 2ª Grandes Guerras.

Como é bom celebrar condignamente a grandeza da minha paixão. Fazer parte desta imensidão de chamas bem acesas conforme escreveu um certo poeta. Sentir gratidão pelo orgulho que nos ensinou a sentir, cada vez que nos levantamos, no palco do Dragão, a ver os 11 jogadores vindos de um túnel e aparecer numa relva que nem nota a cor que tem.

Porquê? A grandeza, a imensidão atinge-se por si só. Não se compra.

Descobri que não há nada melhor do que ter um blogue próprio para poder explicar todos os porquês de ser portista e o que esta verdadeira paixão envolve.

Ser portista é antes de mais um estado de alma. Naturalmente todos os adeptos do futebol dirão isso do seu clube. Mas basta ver a festa que percorre o país aquando das reconquistas dos títulos que se repetem todos os anos, para ver a loucura com que este clube contagia os adeptos, os “berdadeiros adepetos, carago”

As primeiras recordações do meu Porto remetem-me para os inícios da minha vida, tinha eu 7 ou 8 anos. O Pavão, esse Flaviense fantástico, tinha acabado de falecer em pleno campo. A pena pelo jogador e a vontade de ver de perto como um adepto reage nesses momentos levaram-me de Coimbra às Antas, esse grande estádio que tantas alegrias me deu. Lembro-me de ir às Antas, com o pai de uma migo meu ver um jogo (nem me lembro qual o clube, penso que era a CUF) em que o Porto venceu por 3-0… Fantástico o ambiente. Estádio cheio, superior Norte vestida de azul, Arquibancada completamente cheia, milhares de bandeiras no ar. O Porto acabava de ganhar à arrogância lisboeta, ainda que representada por um pequeno clube, que se começava a impor no país.

Foi o começo de um amor que nunca há-de terminar.

Depois ao longo do início de hegemonia portista, e mesmo morando longe da cidade do Porto, nunca desarmei e mantive-me sempre intransigente na defesa das cores do meu clube de coração. Porque não se é do Porto por morar na Invicta, em Carrazedo de Montenegro, em Lisboa, em Luanda ou em Macau. É-se do Porto porque se gosta e porque a sensação que aquele clube nos provoca quando ganha ou quando perde é algo indescritível. Com o FCP já chorei de tristeza e de alegria, já me escondi no quarto de trombas e sem falar com ninguém. Já assisti ao vivo a grandes vitórias da Liga dos Campeões Europeus, da Taça UEFA e até da extinta Taça das Taças, com ambientes que tinham tanto de inesquecíveis como de fabulosos. Vi jogos fantásticos, vi derrotas históricas. Estive em Viena nos 2-1 do calcanhar do Madjer, no fantástico golo do Derlei conta o Celtic e ver os ricaços do Mónaco a serem cilindrados pelo grupo do Mourinho. E aquela do “Difícil mas não irrepetível”? São momentos destes que me marcaram e que me marcarão para toda a vida, coisas que nunca as esquecerei.

Como se explica aos seis milhões de vermelhos e aos três milhões de verdes, como nos sentimos quando as noticias do mundo dão o nosso Baia como melhor guarda-redes do mundo e ao mesmo tempo o brasileiro maluco acha que ele não cabia na nossa selecção? Como se explica a eles que os mais vermelhos de todos (Artur Jorge, Fernando Santos e Jesualdo Ferreira) e o mais verde (José Mourinho), tiveram de vir para o meu FCP para poderem serem campeões?

É por tudo isto que em boa hora me tornei portista. E ao longo da minha vida espero que critiquem, que arranjem apitos dourados. Mas não deixem de o fazer, porque será mau sinal.

 

Deixo aqui um poema de um amigo meu:

 

Ser Portista não é fácil

É ser ladrão sem nunca ter roubado

É ser burlão sem jamais ter lesado

Ser Portista é bem difícil

 

É dormir campeão, mérito dos jogadores

E acordar vilão, por inveja dos vencidos

É aguentar mentiras dos nossos detractores

E aprender a lidar com factos distorcidos

 

É assistir a pernas a partir, sem ser falta

Golos a entrar sem nunca terem entrado

Tudo a bem da nação e para animar a malta

Conivente com o Apito Encarnado

 

Ver o Vale a ser preso por burla agravada

Ver o Veiga arrestado em praça pública

Ver o Vieira a fazer de virgem pudica

Arautos da verdade fabricada.

 

Livros assinados por pegas corajosas

Filmes de jornalistas invejosas

Tudo em nome duma história inquinada

E a pensar em milhões que nunca ganham nada

 

Ver Magistradas a conduzir testemunhas

Procuradores-Gerais a serem parciais

É ver dossiers na gaveta por falta de unhas

Enquanto outros são considerados fulcrais

 

Ser Portista é agir com o coração

É ver por entre as mágoas de terceiros

A verdade que cala os arruaceiros

Ser Portista é ser livre, é ser dragão!

 

Miguel Oliveira


sinto-me: BIBÓ PUORTO
música: Estes são os Filhos da Nação

publicado por faustofigueiredo às 16:47
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008
Mercado de acções e gatos, uma coisa em comum

Vou elucidar-vos de como funciona o mercado de acções 

Certa vez, numa Vila de Trás-os-montes que dá pelo nome de Carrazedo de Montenegro, apareceu um gajo a anunciar aos marcianos habitantes, que compraria gatos por 10 euros cada.

Os chico espertos cá do planeta, sabendo que havia muitos gatos por aqui no burgo, foram à Silva e a Argemil e iniciaram a caça à gataria.

O tipo da ideia, comprou centenas de gatos a 10 euros cada e então os habitantes locais, começaram a diminuír seu esforço na caça à gataria.

Vai de então, o gajo, subiu ao “miguetório” que está situado no centro da vila e anunciou que a partir daquele momento, pagaria 20 euros por cada gato e então foi ver os maluquinhos todos a duplicarem os seus esforços e arrancaram novamente à caça dos gatos.

Logo logo, os gatos foram escasseando cada vez mais e os marcianos foram desistindo da busca ao bicho que arranha.

Então a oferta aumentou para 25 euros e a quantidade de gatos ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça pois já dava muito trabalho.

O homem desesperado, anunciou então, que agora ia comprar cada gato a 50 euros!

Entretanto, como tinha de ir à cidade grande, mais conhecida por Valpaços, dar a benção ao não menos conhecido Tavares, Tátá para os amigos, deixou o seu assistente para cuidar da compra da bicharada.

Na ausência do tipo, o seu assistente disse aos marcianos: "Olhem só todos estes gatos, aqui na jaula, que o burro do homem vos comprou. Eu não gosto dele, como tal posso vender por 35 euros cada e vocês, quando o gajo retornar lá dos cabeçudos, vocês podem vender-lhe por 50 euros cada um, assim ganhamos todos dinehiro e que se lixa é ele."

Os habitantes de Carrazedo, mais conhecidos com “guichos”, pegaram em todas as suas economias que havia nos bancos e pés de meia que havia debaixo do colchão e vão de comprar todos os gatos ao assistente do tipo.

Era ver o Miguel, o Luis, o Paulo, o Duarte, o Filipe, o  Araújo e o bebedão do banco das agricolas a darem em doidos. Para que se conste, acho que até abriram créditos especiais para este efeito, o efeito recompra da gataria para poder  revender.

Foi a ultima vez que os marcianos viram o homem ou seu assistente. Apenas e tão somente, gatos por tudo quanto é lado.

Foi por causa desta história e não do Foral de D.Diniz que Carrazedo ficou conhecido. Ainda hoje a população não fala sobre este acontecimento tal é a vergonha.

Espero que agora tenham entendido como funciona o mercado de acções.

 


sinto-me: camponio

publicado por faustofigueiredo às 16:36
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