"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
CONGRESSOS DOS LARANJAS ESTÃO DE VOLTA
Hoje que arranjei tempo para postar, coisa que já não fazia há uns tempitos, não podia deixar de falar do congresso que os laranjas vão fazer lá. Depois da boca dos elitistas e sulistas, nada como um congresso no sul, para receber o novo, amado e desejado politico de Gaia.
Há poucas coisas que me entristecem tanto como esta invenção das directas do PSD. É que eu sempre fui um apaixonado dos congressos desse partido. Trata-se do unico encontro político, onde é mais provável que aconteça se levantem meia dezena de militantes, saltem para o palco e desatem aos pontapés a tudo que mexe.
Habituei-me, ao longo dos anos, a assistir aos directos da TV, dos congressos social-democratas, pela noite dentro, enquanto bebia uns whisky´s. Até quando Santana Lopes fazia aqueles discursos improvisados, que me provocavam um sorriso de ponta a ponta. Lembro-me do meu pai entrar uma vez na sala de estar, ver-me a chorar baba e ranho, perguntar o que é que se estava a passar e de eu dizer, aos soluços: “Ele vai apresentar uma moção de estratégia ao congresso, mesmo depois de tudo o que o Conselho Nacional lhe fez!” , foi de corar por mais.
Costuma dizer-se por aí, se calhar com alguma razão, que o PSD é o Benfica da política, uma vez que é o partido com a maior diversidade de classes sociais. O que explica, ao mesmo tempo a existência de tantos velhos barões no partido: desde que se mastigue com a boca fechada e não se diga “Treuze” ou “Cónão”, pode ser-se barão.
Segundo o barbudo P. Pereira, é esta diversidade social que começa a estar bastante ameaçada. Há uns tempos, escreveu no PÚBLICO que “o problema do PSD é começar a ter só um Portugal ou dois dentro de si”. Estou em total desacordo com esta conversa. Acho que é precisamente esse o problema dos laranjas. Se, em vez de um ou dois “Portugais”, o PSD tivesse uma Espanha ou duas Alemanhas dentro dele, aí sim podia ser que o partido deixasse de ser ameaçado.
Quanto ao resto, fico bastante satisfeito comigo mesmo, por ter estado aqui a escrever um post sobre o PSD, sem ter feito uma única referência à altura de Marques Mendes.


publicado por faustofigueiredo às 17:47
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1 comentário:
De São Banza a 16 de Outubro de 2007 às 13:25
Humor de bom gosto, o seu, amigo.
Boa tarde!


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