"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
PORQUE VOU CONTINUAR A ESCREVER PORCARIA E A MARIMBAR PARA O QUE OS OUTROS PENSAM
 
Ao contrário de muitos pseudo-escritores que opinam para o meu jornal, sempre olhei para ele como uma palhaçada e uma forma de quebrar a rotina dos meus dias. O texto que publico e leio é uma forma de distracção que encontro e me dá a ilusão de maior agradabilidade de um dia de trabalho.
Nunca escrevi, como alguns de vocês chamaram a atenção, de forma séria e cuidada. As gralhas do teclado, as formas verbais trocadas ou até os erros ortográficos são a imagem do desleixo da minha escrita virtual e sinal de que o texto é apenas relido uma vez, antes de ser publicado. O objectivo era, e é, o de levantar algumas questões de preferência polémicas e conseguir arrancar um sorriso, quando a gargalhada não é possível. Encaixo o jornal dentro das coisas insignificantes da minha vida, os pequenos prazeres ou distracções recomendáveis. Sem o jornal teria de vaguear pela net em busca de um par de mamas que um de vocês me disponibiliza sem trabalho, de uma anedota que me faça rir ou de um tema que me leve a pensar. O jornal preenche bocados vazios de um dia e garantem-me um mínimo de sanidade dentro da loucura que é a vida profissional moderna.
Faz-me confusão o levar das coisas a sério porque pouco na vida é verdadeiramente sério. Não me incomoda e não me preocupa quem incomodo com o que escrevo. Tudo é relativo e o desconhecimento do leitor elevam essa relatividade a extremos. Se sou por natureza uma pessoa pouco séria e que diz muita barbaridade a troco de um momento de boa disposição, o nosso jornal cá da terra potencia esse comportamento como poucos outros ambientes. E se no espaço físico para mandar uma piada, para brincar ou para ser mesmo inconveniente é preciso saber aceitar uma piada, brincadeira ou a inconveniência, na “jornalosfera”, e dado o anonimato vale tudo.
Penso que a sério devo levar outras coisas. Coisas que uma vez ocorridas mudam o meu dia seguinte e impõem transformações no meu estilo de vida. Imagino casos complexos e penso que reacções terei, se me chatear por pouco. Do que serei capaz depois disso? O que pensará Amstrong quando o médico lhe diz que tem cancro nos testículos? Isso deve ser chato. E quando mais tarde lhe dizem que dos testículos passou aos pulmões e ao cérebro? Essa é uma verdadeira chatice e motivo para ficar muito chateado. Será que me devo chatear porque a minha mulher fez barulho a meio da noite e eu acordei ou lembrou-se de não ter filhos e eu que a ature? Ou porque “nossa senhora” não deu valor ao meu trabalho? Ou porque mais uma qualquer coisita de significado questionável não correu como queria? Se não relativizar isso a vida torna-se insuportável.
Portanto caros leitores relativizem porque se não o fizerem terão lidar com isso.
Eu nunca o farei por vocês.


publicado por faustofigueiredo às 18:46
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2 comentários:
De São Banza a 11 de Dezembro de 2007 às 16:09
Parabén pela passagem do primeiro aniversário do blog!!
Também concordo: a vida é nossa e nós é que temos de aviver, sem nos preocuparmos com as outras pessoas, na medida em que as não magoemos.
Mas, como sabe, a liberdade paga-se caro...
Abraço grande!


De faustofigueiredo a 11 de Dezembro de 2007 às 16:16
EU SEI AMIGA, EU SEI


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