"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
MEUS QUERIDOS ANJINHOS
A verdade é que existem vários Faustiano na minha família. No post seguinte vou apresentar dois Faustianos. A minha fantástica sobrinha, Mariana de sua graça e o deplorável e enfastiado, não menos fantástico irmão, João Nuno, com um comentário do Cheirinha, esse meu irmão… esquisito.
Quis o destino unir-me a estas duas amostras e mostrar ao mundo o quão bem se desenvolve a escrita no seio da nossa hilariante família.
 
Dizia assim o rapazola a respeito de si mesmo:
Acima de tudo sou um frustrado e um revoltado com o mundo, logo tinha de o referir em primeiro lugar.
Tenho tiques de superioridade e por isso olho de cima para o resto, julgando como inferiores os comuns mortais que me rodeiam. Sou imensamente orgulhoso daquilo que sou, estimando muito algo que muito prezo, denominado de autoridade moral. Confio quase cegamente em mim mesmo, e talvez por isso espero mais de mim do que aquilo que posso dar, e desiludo-me muitas vezes, comigo, menos que com os outros. Sou inseguro, e preciso de ser balujado, elogiado, assim como de vigorosas massagens ao ego com acentuada frequência. Mas ainda mais do que tudo isso, preciso de ser admirado por alguém para conseguir sobreviver. Sou a personalidade mais interessante e cativante que conheço, pelo que se já disse a alguém o contrário (o que é provável pois no flirt, tal como na guerra, é tudo válido) menti. Não percebo, e fico extremamente irritado, quando uma pessoa não fica pura e simplesmente fascinada comigo.
Sou um inconformado que ultimamente se conforma de mais.
Sou muito homem em certas e determinadas situações, mas muito pouco na praia, e tenho medo de bichos. Não sou, com muita pena minha, o adolescente típico, apaixonado por adrenalina e agitação, sou antes aquilo que na gíria se designa de "um grandessíssimo paneleiro que mete nojo por ser assim mais pró panhanhas".
Já acreditei de mais...agora pura e simplesmente não acredito. E também não dou...nadinha.
Ah quase que me esquecia...consigo ser muitíssimo chato e enfadonho:)
 
…e remata para golo com uma demonstração cabal do que é uma fotografia
Começo por me perguntar porque merda é que as pessoas fazem poses idiotas para as fotografias? É que aqueles sorrisos forçados - e bastantes vezes exageradamente desalinhados - raramente, muito raramente conseguem belo efeito. E já não bastava o imenso mistério que envolvia a questão, ainda me fui lembrar daqueles elogios frequentes, assim do género "Opa que foto linda! Está tão natural!!" (com voz de gaja obviamente). Mas então que  merda é esta? Desafiamo-nos intensamente, maquinamos planos elaboradíssimos, procuramos interpretações dignas de um Marlon Brando, para que o tal momento pareça o mais natural possível?! Que imbecis do c… (peço desculpa pela repetição do calão mas estas coisas mexem comigo).  Afinal - pensava eu - as fotografias deveriam ser a expressão dos momentos espontâneos, assim mais ou menos como um olhar prolongado que fica na cabeça durante muito tempo. Obviamente foi um pensamento de meros segundos, já que de seguida, assim mais ao meu nível, resolvi analisar mais profundamente o assunto. Vendo bem, a fotografia é o que de mais parecido temos com o caminho para a beleza eterna. Uma constatação genial de tão básica diga-se de passagem. Uma máquina fotográfica permite a uma velha de 79 anos atirar-se ao garanhão amigo do neto (obviamente se já sofrer de Alzheimer e já se tiver esquecido da idade, e claro, não tiver espelhos em casa). Se estas condições se verificarem, quando a velha olhar para aquela foto em que tem vinte anos (quando era de facto bem boa), vai sentir-se sexy, apesar de usar fralda, o que é por si só fantástico. Está então explicada a preocupação exagerada das pessoas quando há uma máquina fotográfica - ou um telemóvel - por perto. Justificadas também as fotos dos gajos em tronco nu a fazerem músculo tentando estupidamente parecer irresistíveis assim como as fotos das gajas a sufocarem as mamas ou com uma mini-saia a deixar fugir as bochechas das nádegas. Para aqueles que ficaram felizes a ler tal conclusão porque têm fotos que de facto metem medo de tão ridículas, esqueçam...há razões que a própria razão desconhece e mesmo assim há figuras que não têm desculpa (e já agora há nádegas que deviam ficar bem tapadas). Chego então a um ponto em que tenho de abandonar tristemente o disfarce de sensatez, e render-me ao merdas sentimental que infelizmente sou. Não seria bonito se pudéssemos fotografar o prazer de um beijo apaixonado, de um toque que fez o sangue correr para a exaustão, ou o momento em que quimicamente a essência de dois corpos reagiu? Se ao menos pudesse saborear tudo outra vez, quando e onde quisesse, com uma insignificante fotografia...asfixiava a saudade de bom grado. Mas não posso e não o faço, porque pior tristeza que a da saudade, só aquela do que não pode recordar. E a esses muitos felizardos, que beijam sem significado, que de tocar tantos corpos tornaram o toque vulgar, que não conseguem reagir à volúpia do discurso de uma mulher fascinante, posso apenas dizer....Qui pena...
 
Comentário do tio Cheirinha a este belo momento:
“Um dia tinhas de descobrir que somos uma espécie de família possuída pelo espírito da revolta, vindo.... sei lá de onde.
Gosto da tua maneira de ser. Com o tempo piora.
olha para mim...”
 
Passando para a fase seguinte, dizia assim a minha querida Mári:
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar o pau, para vir bater no Stroc, mandaram chamar o pau, para vir bater no Stroc!
O pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar o fogo para vir queimar o pau, mandaram chamar o fogo para vir queimar o pau!
O fogo não quis queimar o pau, o pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar a água para vir apagar o fogo, mandaram chamar a agua vir apagar o fogo!
A água não quis apagar o fogo, o fogo não quis queimar o pau, o pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar a vaca para vir beber a agua, mandaram chamar a vaca para vir beber a água!
A vaca não quis beber a agua, a agua não quis apagar o fogo, o fogo não quis queimar o pau, o pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar o homem para vir matar a vaca, mandaram chamar o homem para vir matar a vaca!
O homem não quis matar a vaca, a vaca não quis beber a agua, a agua não quis apagar o fogo, o fogo não quis queimar o pau, o pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar o polícia para vir prender o homem, mandaram chamar o polícia para vir prender o homem!
O policia não quis prender o homem, o homem não quis matar a vaca, a vaca não quis beber a agua, a agua não quis apagar o fogo, o fogo não quis queimar o pau, o pau não quis bater no Stroc, o Stroc não quis comer as couves! Pararam!
Era uma vez o Stroc que não gostava de couves!
Mandaram chamar a Morte para vir matar o polícia, mandaram chamar a Morte para vir matar o polícia!
A Morte já quis matar o policia, o policia já quis prender o homem, o homem já quis matar a vaca, a vaca já quis beber a agua, a agua já quis apagar o fogo, o fogo já quis queimar o pau, o pau já quis bater no Stroc, o Stroc já quis comer as couves! Pararam! Era uma vez o Stroc que já gostava de couves!!!
È nestes momentos que eu gostaria de dizer a toda a gente o seguinte:
 
“SÃO MEUS SOBRINHOS PORRA! SÃO MEUS SOBRINHOS” – bem hajam.


publicado por faustofigueiredo às 17:19
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1 comentário:
De lekas a 3 de Fevereiro de 2008 às 00:23
Revoltar é tornar a voltar? Ou revoltar será apenas teimar em não andar para a frente porque pensamos que só nós estamos certos e os outros são todos mentecaptos? Eu não sou uma revoltada e a vida já me pregou bastantes partidas. Eu sou simplesmente verdadeiramente inteligente por isso nunca me deixei vencer por ela. Pensem menos no umbigo e mais no resto do mundo. Tenho orgulho nos meus filhos e netos porque são fabulosos mas apenas lutam pelo que lhes parece bem. Pensem em mim. um beijão


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