"Todos os devaneios que me vão na cabeça, que me foram da cabeça e que me hão-de vir até à cabeça. Todas as mentiras e verdades que me foram impostas, todas as torturas que eu vi. Todos os momentos; um principio de vida, o meu desnascer."
Terça-feira, 27 de Março de 2007
QUOTIDIANO
Não sei quantas escolas vão continuar a encerrar em 2007. Este facto é um sintoma da desertificação humana do interior de Portugal que resulta de inúmeros factores que vão desde a desertificação dos solos, ao modelo agrícola vigente, à centralização da produção, à globalização do comércio, entre outros. Mas este facto é também em si mesmo um incentivo ao despovoamento uma vez que a progressiva despedida dos serviços das zonas rurais obriga as populações  a aproximarem-se dos centros urbanos e da zona litoral. Assim sendo, as aldeias ficam desertas, o território desocupado, as terras utilizadas por megalómanos projectos agrícolas em monocultura sem qualquer responsabilidade social. O resultado: a mecanização da agricultura, a redução dos salários, a perda da identidade regional, a perda da auto-suficiência e da autodeterminação, a perda da segurança alimentar, a permeabilidade a projectos de OGMs e outras práticas agrícolas poluentes e insustentáveis, etc., etc.. Esta questão do desenvolvimento insustentável do meio rural está ligado à desertificação bem como aos transportes, à energia, às alterações climáticas, aos transgénicos, ao emprego, à precaridade, ao consumo, à globalização, à localização. Hoje muito se fala das oportunidades para a produção com Qualidade em Portugal. São a agricultura biológica, os produtos tradicionais, o turismo de qualidade, os produtos tradicionais, etc. E parece ser aqui que se encontra o consenso para o nosso desenvolvimento sustentável. No entanto, apesar do consenso político, empresarial e civil em torno destas soluções, quando se pretende dinamizar a economia rapidamente surgem os projectos megalómanos, mais uma vez, a convencer a sociedade da necessidade de competir internacionalmente hoje mesmo sem quaisquer precauções ou responsabilidade. Então tudo volta atrás pois parece que os dois modelos de desenvolvimento são compatíveis, mas não são. E a prová-lo estão os estudos sobre a coexistência impossível dos Organismos Geneticamente Modificados e a agricultura tradicional de boas práticas ou biológica. E a prová-lo está a erosão dos solos, a contaminação das plantas. Uma árvore demora 30 anos a crescer..., mais 10 que antigamente. Então feita esta análise do tema, em que ponto ficam as vilas e aldeias de Portugal? Qual o futuro para elas? Será que é possível e desejável reencontrar uma sustentabilidade social, económica e ambiental para as pequenas e belas vilas e aldeias de Portugal? Como fazer? Como se pode desenvolver? Como se podem ligar as vilas e as aldeias com o meio urbano? Que novas funções terão de ter as vilas e as aldeias para atrair as gentes urbanas para inverter o êxodo do passado? Como investigar estas questões? Não sei responder mas é melhor não fazer muitas perguntas se não, lá se cria uma comissão para ao fim de dois ou três anos de “chupismo”, achar que a solução é não ter solução
 


publicado por faustofigueiredo às 17:25
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